segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

22 dias depois

O mundo é assustadoramente minúsculo. Fantasticamente imprevisível. As pessoas instintivamente são paranóicas. É o jeito de se defender. Por isso, viver - para quem pensa - dói. Eu sei. E tem doido. Em tão pouco tempo tenho me percebido produtora de pensamentos fantasmagoricamente fascinantes sobre quem ele é e quem eu sou. E como reajo a tudo isso. Reajo pensando. Eu penso em pensar pensando porque eu penso. Metalinguístico. Eu levei 22 anos pra conhecer alguém que eu vejo há 24 dias. Até aí tudo bem, o que não é bom é vê-lo quando vê-lo seria impensável. Ele ronda. Presença insultante. E daí vem a pior das perguntas: quantas vezes fez isso sem que eu soubesse que um dia eu saberia quem ele é?. Às 17h do último dia da semana no mesmo lugar. Tudo bem. Às 17h do dia seguinte no lugar mais improvável, na situação mais inusitada, não. E o pior dos acontecimentos: duas vezes no mesmo dia quando eu estava ali, dobrando em esquinas que não são as minhas, percorrendo uma rota improvável. Não quero. Não gosto. Isso deixa a minha sanidade em estado de calamidade. Vamos deixar a perturbação pro sábado, ok? Vorazmente eu não quero mais esses acasos propositais do destino.

"Às vezes ouço passar o vento; e só de ouvir o vento passar, vale a pena ter nascido." Fernando Pessoa

"They will not force us
They will stop degranding us
They will not control us
We will be victorious"  Uprising - Muse

2 blábláblá:

Morgana de Mattos disse...

Blábláblá
Adoro o teu blog.
Beijos ;)

Bruna Foscarini disse...

eu gosto de quem gosta do meu blog. :)

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