quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Superindico

Não sou de sair por aí indicando filmes, músicas e livros pra quem queria e não queira se entreter. Só falo sobre isso quando me perguntam ou quando o assunto cinema se instaura na conversa. Mas devido aos bons filmes que tenho visto, decidi abrir uma exceção e falar um pouco sobre alguns que para quem gosta da 7ª arte, se ainda não viu, vai apreciar. Há muito tempo venho acompanhando filmes de forma crescente, exercendo a minha paciência e até gostando de legendas. Meu grande sonho, para quem não sabe, é ser cineasta. Meu grande receio é que isso não aconteça. Lamantável. Mas eu quero tanto. E isso é para tão poucos. O cinema exerce sobre mim forte influência, tal como a literatura, música e fotografia. Isso talvez aconteça porque para fazer um filme são necessárias as três artes. Bem, vamos às sugestões:

O Fabuloso Destino de Amélie Poulain e O Conde de Monte Cristo (a versão americana) são os meus preferidos. Não sei qual dos dois é melhor, acho que nunca vou conseguir colocar um no pedestal e ficar com o outro na mão esperando desgostar do primeiro e substitui-lo pelo segundo. A trilha sonora de Amélie não tem para bater, Yann Tiersen arrebenta na melancolia e deixa o filme mais doce do que já é. Aí está uma diferença entre os dois filmes. Não vejo doçura em Monte Cristo, vejo bravura. Ser traído pelo melhor amigo e ser preso injustamente não tem nada de doce. Aliás, o melhor amigo Edmond Dantes conhece na prisão. O velhinho camarada que o ajuda voltar à cidade e se vingar de cada um que o colocou na bendita situação. É a volta por cima mais classuda que já vi. E a Amélie, bem, ela não sabe o que é vingança, apesar de fazer umas malandragens mais para o final do filme, no parque de diversão. Amélie é mais um ser deslocado no mundo. Aquele tipo de gente que nasceu na época errada e tenta fazer as coisas ficarem certas - certas para os outros porque se anula o tempo todo.








A Garota Da Vitrine e Sempre Ao Seu Lado, filmes geniais nas suas mais simplórias cenas. O primeiro é baseado no livro A Balconista, de Steve Martin que atua como o coroa-bonitão-cheio-da-grana e coração vazio. Ou coração tão cheio que entupiu e não reprocessou as informações para o cerébro a fim de externá-los pela fala. Porque, convenhamos, o cara é todo romântico demostrando o que seu 'rival' descolado não fazia para Mirabelle. Mas quando abria a boca só não ofendia mais porque não tinha como. Seria isso autodefesa? Provável, é assim que a maioria dos homens agem, não é? Por falar em homem, penso que esse é o único filme que Steve Martin não fala besteiras achando que vai ser engraçado. É um filme sério e ele o fez bem. Único problema é que seu rosto botulínico o impede de gestos faciais que a gente até imagina que ele queria fazer, mas fica uma coisa meio "não franzo a testa e quando sorrio vocês percebem que os olhos não sorriem juntos?" Bem, o segundo filme é de uma sensibilidade que até mesmo os mais durões iam sentir. Enquanto Mirabelle é a semi-Amélie Poulain americana, Professor Parker e Hachi cultivam uma amizade que Mondego deveria ter tido antes de trair Edmond Dantes (O Conde). Em Sempre Ao Seu Lado, que tem uma trilha sonora impecável, Parker e o cão perdido, que foi encontrado na estação de trem, dão uma lição de amizade e lealdade que nunca vi entre pessoas. Nem mesmo nos filmes. Quem esperaria você todos os dias na estação de trem fazendo sol ou chuva, durante 10 depois da sua morte? Me diga, quero conhecer.








O Operário e Adam, o primeiro foi osso duro de roer. Não que seja ruim, bem pelo contrário, é ótimo e por isso me esforcei para não dormir na metade dele. Afinal, porque exibem filmes excelentes só depois da 1h da madrugada? Tipo assim, eu tenho que acordar cedo de manhã mas quero ver filmes bons, ok? É impressionante a atuação do Christian Bale que interpreta o Trevor, um cara estranhíssimo e hipermagro - Bale perdeu 28 kilos para esse trabalho. Todo o sono que eu tinha no dia que vi o filme era justamente o contrário do que sentia Trevor, o cara mais insone que já vi. A história é tão louca que ele persegue ele mesmo - inconscientemente. Outro tipinho estranho é Adam. Rapaz inteligentíssimo e tão inocente quanto Amélie Poulain. O problema dele é a síndrome de Asperger que uma espécie de autismo em que a pessoa tem dificuldades de interação social e interpretação muito literal da linguagem. Ou seja, cinismo, sarcasmo, metáforas e anáforas não é com ele. Comigo ele não teria 5 minutos de conversa e se lesse esse blog ia me achar mais estranha do que ele. Sempre leva tudo ao pé da letra. Mas a história não é sobre isso, e sim sobre ele e a nova vizinha, a Beth, uma professora que muda a vida dele mas não como deveria - pelo menos eu acho que ela pisou na bola feio com ele.
















 



Por fim, mas não menos importante, indico Quando Nietzsche Chorou Sim, é baseado no excelente livro homônimo. Tão bom quanto. Ele tem um ritmo agradável e chega ao fim com rapidez - pelo menos não senti cansaço ao vê-lo. Doutor Josef Breuer e sua Anna O. e Friedrich Nietzsche com Lou Salomé tornam a história até um pouco engraçada. Coisas de edição e direção, mas que são divertidas. Pouco explorado mas sempre aparente, Sigmund Freud dá as caras quando aconselha Breuer a curar Nietzsche, no entanto é Breuer que se cura por meio da fala.




Ah, acabo de lembrar de outro: 500 Dias Com Ela. Ela é o 'ele' de hoje. Mas o resto eu não comento.

video

2 blábláblá:

Morgana da Luz Wagner disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Morgana da Luz Wagner disse...

Oi Bruna! Obrigada pelas dicas, vou baixar algumas destes para olhar! Se tu gosta de cinema, tu tem quase que obrigação de olhar vários filmes clássicos, se já não olhou. Tenho um pilha de filmes pra indicar, se quiseres ;). Beijo!

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