segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

21 anos, 11 meses e 15 dias

Há tempos que me recuso a dedilhar minhas metáforas, anáforas e hipérboles. Ora, não sei os porquês. Mas hoje me ponho a compartilhar as novidades já tão velhas para mim. O Censo acabou – não passarei mais 8 horas corridas em Padilha. Desde o término estagio na Agecom, Feevale. Aliás, estou nela agora. De manhã é a melhor hora. Silêncio, teclas sendo tocadas, um som de nada perdido lá fora. Muito confortável. Ao meio-dia tem Two and a half man e um sofá. Depois tem barulho, e um som de tarde perdida lá fora. Num todo, é bem divertido e por vezes produtivo aqui. Ah, sim. Uma novidade mais velha do que esta: tenho nova moradia. Adoro. Meus objetivos continuam os mesmos, minhas amizades também. Não tomo mais leite e como muito tomate. Minhas unhas cresceram e faz frio em dezembro. Opa. Já é dezembro. Chegamos no mês das comemorações, das pessoas loucas nas ruas praticando o consumismo apressado, das mesas fartas de produtos industrializados, dos amigos-secretos, das férias coletivas. Enfim, chegamos no mês do meu aniversário. A propósito, faltam 15 dias para 22 anos. Lastimável. Tanto anos e poucas glórias. Lastimável. Sempre lembro de Antoine, personagem do livro Como me tornei estúpido de Martin Page, quando lembro de mim.

“Sempre parecera a Antoine contabilizar sua idade como os cães. Quando tinha sete anos, ele se sentia gasto como um homem de quarenta e nove anos; aos onze, tinha desilusões de um velho de setenta e sete anos. Hoje, aos vinte e cinco, na expectativa de uma vida mais tranqüila, Antoine tomou a decisão de cobrir o cérebro com o manto da estupidez. Ele constatara muitas vezes que inteligência é palavra que designa baboseiras bem construídas e lindamente pronunciadas, e que é tão traiçoeira que freqüentemente é mais vantajoso ser uma besta que um intelectual consagrado. A inteligência torna a pessoa infeliz, solitária, pobre, enquanto o disfarce de inteligente oferece a imortalidade efêmera do jornal e a admiração dos que acreditam no que lêem.”

Paro por aqui. Martin Page me descreve melhor do que meu alter-ego mais conhecedor de mim.

2 blábláblá:

Tiago Saldanha disse...

Sim, eu já estava quase a promover uma marcha em prol de um novo post.

Luan Ott disse...

Tiago, da próxima vez, eu produzo os cartazes.

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