quarta-feira, 29 de setembro de 2010

a sua má vontade (ou ignorância) me comove

Fascina. Estonteia. Ansia. Golpeia. A (falta de) presteza de certos seres, ainda classificados como humanos, recai sobre mim como uma tijolada na cara ou uma facada nas costas. Necessito urgentemente que pessoas ágeis, educadas e eficientes trabalhem em órgãos públicos e não posterguem seus deveres para 10 ou 15 dias. A mão não vai cair se fizerem o que tem que ser feito em 2 ou 5 dias. As pessoas fazem contratos, negociam, combinam, marcam e assumem compromissos acordados em datas que supostamente poderiam cumprir. Todavia, esquecemos que os seres mediadores de alguns documentos usam e abusam da nossa falta de tempo para ver se a gente aguenta o jogo. Eu já disse, jogo para mim é só dardo ou pingue-pongue. Jogos burocráticos não rolam. Tenho semi-ataques cardíacos só de imaginar o que o atraso em certos departamentos causa, sem ao menos a pessoa prejudicada ser responsável pelo descumprimento da data estipulada. Ora bolas, sejamos compreensivos.

Pensar machuca, eu sei. Apesar disso, penso que pensar o que Morin propõe é válido. Ele fala que devemos compreender o processo de compreensão. A complexidade, método em que Morin é um dos principais estudiosos, encaixa perfeitamente no que as pessoas incapazes de usar a massa cinzenta deveriam aprender. Seria assim: primeiro, uma raspagem cefálica; segundo, a troca das retinas; terceiro, se desprender de todos os conceitos e opiniões formadas. Por fim, entender que esses passos são para compreender aquilo que já se tinha um entendimento, pórem atráves de outro olhar. Encaixar todas as partes do que se pensa em algo único e múltiplo. Ou seja, como um complexo habitacional, são vários prédios (múltiplo) que formam um lugar (único).

Dei esse exemplo porque as pessoas deveriam ter a consciência que o trabalho delas interferem no andamento de vidas alheias. Vamos pensar no todo, e não só na nossa parte. Mas sabendo que para que o todo funcione é preciso que cada parte se desenvolva.

Sendo as coisas como são, use a complexidade para me entender também.

"Uma tarefa fácil se torna difícil quando você a realiza com má vontade." Terêncio

“As convicções são cárceres.” Nietzsche

1 blábláblá:

Marketing e Publicidade disse...

Bruna, muito legal o teu post... realmente pensar na complexidade abre um leque de outras dimensões. Possibilitando um reflexão mais ampla sobre as coisas que estão ao nosso redor.
É fácil entender Morin, o dificil é tornar isso realidade em nossas vidas.
Valeu pela reflexão... um grande abraço.
Edson Pacheco - PP Feevale

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