sexta-feira, 9 de julho de 2010

que deixa muito a supor.

Licença, licença - deixa eu passar o espanador aí. Pronto, agora pode ler.


Depois de três meses e meio me ponho por livre e espontânea pressão dedilhar alguns caracteres nesse objeto que por desleixo e preguiça foi deixado de lado. Na postagem anterior comentei sobre sermos ecléticos. Seguindo a minha opinião, vou ser eclética e falar sobre qualquer coisa que não seja o assunto passado. Bem, eu poderia falar sobre o semestre que acabou ou sobre a segunda metade do ano. Poderia criticar a Copa e dizer que em 2014 o fiasco será grande. Mas ainda tenho esperança. Eu até mesmo poderia falar sobre qualquer outra banalidade que não modificaria o meu estado de espírito - afinal, eu escrevo pra mim e apenas deixo você ler. Escrever é atividade egoísta e, em alguns casos, narcisista.
Vejamos, se eu não for criticar, avaliar, elogiar ou cair em tema banal - farei o quê? Ora, supor. Conjecturar. Presumir. Supunho que presumir seja uma conjectura da sociedade contemporânea. Portanto, se presumo hoje, posso logo adiante conjecturar que minhas suposições estavam tortas e mal-elaboradas (hífen ou não?). Porém, isso não impede que eu siga conjecturando algumas ações que outrora foram supostas de presunsões prematuras e generalizadas. Eu ainda gosto dele? Não sei. Presumo que isso não seja a melhor coisa pra pensar agora e nem nunca mais. E pra gostar de outro, como faz? Onde compra? O mercado tá escasso e a minha situação localização espacial não permite causar boas suposições à outrem. Ele não me responde - que mula. Que besta - eu. Eu não tenho mais tanto tempo para esse tipo de coisa. Pra essas brincadeiras de gente que se acha grande. Joguinhos comigo não funcionam mais. Mas joguinhos semânticos, sintáticos e morfológicos são legais pacas. Travessão; vírgula, e ponto-e-vírgula - quando aproveitados (em joguinhos linguísticos) me deixam feliz. Gírias, well, eu prefiro sem açúcar, por favor. Neologismos e aliterações. Alguém que não dá sinal de vida - november, march, may, june. You may be wrong. I may be right. Suponho.



"Quero brincar, meus amigos, de ver beleza nas coisas." Hilda Hilst

"Eu quero nós. Mais nós. Grudados. Enrolados. Amarrados. Jogados no tapete da sala. Nós que não atam nem desatam. Eu quero pouco e quero mais. Quero você. Quero eu. Quero domingos de manhã. Quero cama desarrumada, lençol, café e travesseiro. Quero seu beijo. Quero seu cheiro. Quero aquele olhar que não cansa!" Caio F. Abreu

"Se te pareço noturna e imperfeita
Olha-me de novo porque esta noite
Olhei-me a mim como se tu me olhasses
E era como se a água desejasse" Hilda Hilst

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