sexta-feira, 23 de julho de 2010

genes recessivos

Azul. Verde. As cores. Os olhos.
Vou te contar uma história.
No quinto dia - reflita, perdemos quatro - sinais despretenciosos cheios de pretensões ocorreram entre dois corpos de mesma estatura e condição. Desesperados, será? Foi até mim, e me viu ocupada - ruborizou-se. Ou foi lá sem intenção a não ser aquela que de fato realizou. Papéis - leitura. Desculpa? O Sol que ilumina os meus caminhos esquentava o meu coração quando tentei uma aproximação, assim sem querer querendo. Fiquei querendo. Depois, quando por perto quem quis foi ele. Quisera mesmo? Quietos os dois inquetos. Parede, cabeça, ombro. E não é a música da Xuxa. É linguagem corporal. Aflorada conversa sem palavras. Na oportunidade chegou o de vermelho. Maldito. O azul criou a deixa e a verde contribuiu. Palavras, somente. Saídas e saídas. E nada. Depois, no break, eis que a coragem foi empurrada pela vontade e me consumiu. Pronto, falei. Ele respondeu. Feita a função fática. Mas após uns minutos, terceiros nos roubaram um do outro e ambos voltaram a desinteressante forma de mostrar interesse. E mais depois, lá dentro, em uma das saídas se referiu a mim querendo querer. Eu quis. Ah - lembrei - no meio de tudo isso ele me chamou e me pediu ajuda - ora boy, eu sei que você não precisa de ajuda, foi uma boa jogada essa sua. Pois bem, por fim e não menos importante, mão e ombro, um tchau indevido - eu sempre corto o barato alheio, inclusive quando muito me interessa - e até segunda. Segundas, eu espero.


"Como são admiráveis as pessoas que nós não conhecemos bem." Millôr Fernandes

"Sempre me senti isolado nessas reuniões sociais: o excesso de gente impede de ver as pessoas." Mário Quintana

"Não há nada a ser esperado. Nem desesperado." Caio F. Abreu

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