domingo, 25 de julho de 2010

Tomorrow

"I don't know how I'll feel
Tomorrow (Tomorrow)
Tomorrow (Tomorrow)
I don't know what to say
Tomorrow (Tomorrow)
Tomorrow is a different day"

(Avril Lavigne - no tempo em que cantava o que era bom)

Amanhã. Pressinto tantas coisas que se enosam e que por fim não são nada e são tudo. Aquele friozinho bobo na barriga. Aquele pulsar acelerado do coração dizendo 'vá com calma, sua louca'. Amanhã. Pode ser o início de uma era inesperada - que eu aguardo há anos. Pode ser só mais um dia. Pode ser que ele desista. Pode ser que eu não queira mais. Amanhã. Pode ser que eu veja que era tudo imaginação. Pode ser que se confirme tudo o que pensei. Amanhã ele pode desencantar. Ou perceber que eu existo. Amanhã eu posso errar, gaguejar, ficar sem graça ou deixá-lo sem graça. Amanhã eu posso ser palhaça. Posso ser séria demais. Posso mostrar desinteresse. Posso ser desinteressante. Posso me interessar. Amanhã.

Tomorrow everything can happen, even if what I don't want.

sexta-feira, 23 de julho de 2010

genes recessivos

Azul. Verde. As cores. Os olhos.
Vou te contar uma história.
No quinto dia - reflita, perdemos quatro - sinais despretenciosos cheios de pretensões ocorreram entre dois corpos de mesma estatura e condição. Desesperados, será? Foi até mim, e me viu ocupada - ruborizou-se. Ou foi lá sem intenção a não ser aquela que de fato realizou. Papéis - leitura. Desculpa? O Sol que ilumina os meus caminhos esquentava o meu coração quando tentei uma aproximação, assim sem querer querendo. Fiquei querendo. Depois, quando por perto quem quis foi ele. Quisera mesmo? Quietos os dois inquetos. Parede, cabeça, ombro. E não é a música da Xuxa. É linguagem corporal. Aflorada conversa sem palavras. Na oportunidade chegou o de vermelho. Maldito. O azul criou a deixa e a verde contribuiu. Palavras, somente. Saídas e saídas. E nada. Depois, no break, eis que a coragem foi empurrada pela vontade e me consumiu. Pronto, falei. Ele respondeu. Feita a função fática. Mas após uns minutos, terceiros nos roubaram um do outro e ambos voltaram a desinteressante forma de mostrar interesse. E mais depois, lá dentro, em uma das saídas se referiu a mim querendo querer. Eu quis. Ah - lembrei - no meio de tudo isso ele me chamou e me pediu ajuda - ora boy, eu sei que você não precisa de ajuda, foi uma boa jogada essa sua. Pois bem, por fim e não menos importante, mão e ombro, um tchau indevido - eu sempre corto o barato alheio, inclusive quando muito me interessa - e até segunda. Segundas, eu espero.


"Como são admiráveis as pessoas que nós não conhecemos bem." Millôr Fernandes

"Sempre me senti isolado nessas reuniões sociais: o excesso de gente impede de ver as pessoas." Mário Quintana

"Não há nada a ser esperado. Nem desesperado." Caio F. Abreu

sexta-feira, 9 de julho de 2010

que deixa muito a supor.

Licença, licença - deixa eu passar o espanador aí. Pronto, agora pode ler.


Depois de três meses e meio me ponho por livre e espontânea pressão dedilhar alguns caracteres nesse objeto que por desleixo e preguiça foi deixado de lado. Na postagem anterior comentei sobre sermos ecléticos. Seguindo a minha opinião, vou ser eclética e falar sobre qualquer coisa que não seja o assunto passado. Bem, eu poderia falar sobre o semestre que acabou ou sobre a segunda metade do ano. Poderia criticar a Copa e dizer que em 2014 o fiasco será grande. Mas ainda tenho esperança. Eu até mesmo poderia falar sobre qualquer outra banalidade que não modificaria o meu estado de espírito - afinal, eu escrevo pra mim e apenas deixo você ler. Escrever é atividade egoísta e, em alguns casos, narcisista.
Vejamos, se eu não for criticar, avaliar, elogiar ou cair em tema banal - farei o quê? Ora, supor. Conjecturar. Presumir. Supunho que presumir seja uma conjectura da sociedade contemporânea. Portanto, se presumo hoje, posso logo adiante conjecturar que minhas suposições estavam tortas e mal-elaboradas (hífen ou não?). Porém, isso não impede que eu siga conjecturando algumas ações que outrora foram supostas de presunsões prematuras e generalizadas. Eu ainda gosto dele? Não sei. Presumo que isso não seja a melhor coisa pra pensar agora e nem nunca mais. E pra gostar de outro, como faz? Onde compra? O mercado tá escasso e a minha situação localização espacial não permite causar boas suposições à outrem. Ele não me responde - que mula. Que besta - eu. Eu não tenho mais tanto tempo para esse tipo de coisa. Pra essas brincadeiras de gente que se acha grande. Joguinhos comigo não funcionam mais. Mas joguinhos semânticos, sintáticos e morfológicos são legais pacas. Travessão; vírgula, e ponto-e-vírgula - quando aproveitados (em joguinhos linguísticos) me deixam feliz. Gírias, well, eu prefiro sem açúcar, por favor. Neologismos e aliterações. Alguém que não dá sinal de vida - november, march, may, june. You may be wrong. I may be right. Suponho.



"Quero brincar, meus amigos, de ver beleza nas coisas." Hilda Hilst

"Eu quero nós. Mais nós. Grudados. Enrolados. Amarrados. Jogados no tapete da sala. Nós que não atam nem desatam. Eu quero pouco e quero mais. Quero você. Quero eu. Quero domingos de manhã. Quero cama desarrumada, lençol, café e travesseiro. Quero seu beijo. Quero seu cheiro. Quero aquele olhar que não cansa!" Caio F. Abreu

"Se te pareço noturna e imperfeita
Olha-me de novo porque esta noite
Olhei-me a mim como se tu me olhasses
E era como se a água desejasse" Hilda Hilst