quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Superindico

Não sou de sair por aí indicando filmes, músicas e livros pra quem queria e não queira se entreter. Só falo sobre isso quando me perguntam ou quando o assunto cinema se instaura na conversa. Mas devido aos bons filmes que tenho visto, decidi abrir uma exceção e falar um pouco sobre alguns que para quem gosta da 7ª arte, se ainda não viu, vai apreciar. Há muito tempo venho acompanhando filmes de forma crescente, exercendo a minha paciência e até gostando de legendas. Meu grande sonho, para quem não sabe, é ser cineasta. Meu grande receio é que isso não aconteça. Lamantável. Mas eu quero tanto. E isso é para tão poucos. O cinema exerce sobre mim forte influência, tal como a literatura, música e fotografia. Isso talvez aconteça porque para fazer um filme são necessárias as três artes. Bem, vamos às sugestões:

O Fabuloso Destino de Amélie Poulain e O Conde de Monte Cristo (a versão americana) são os meus preferidos. Não sei qual dos dois é melhor, acho que nunca vou conseguir colocar um no pedestal e ficar com o outro na mão esperando desgostar do primeiro e substitui-lo pelo segundo. A trilha sonora de Amélie não tem para bater, Yann Tiersen arrebenta na melancolia e deixa o filme mais doce do que já é. Aí está uma diferença entre os dois filmes. Não vejo doçura em Monte Cristo, vejo bravura. Ser traído pelo melhor amigo e ser preso injustamente não tem nada de doce. Aliás, o melhor amigo Edmond Dantes conhece na prisão. O velhinho camarada que o ajuda voltar à cidade e se vingar de cada um que o colocou na bendita situação. É a volta por cima mais classuda que já vi. E a Amélie, bem, ela não sabe o que é vingança, apesar de fazer umas malandragens mais para o final do filme, no parque de diversão. Amélie é mais um ser deslocado no mundo. Aquele tipo de gente que nasceu na época errada e tenta fazer as coisas ficarem certas - certas para os outros porque se anula o tempo todo.








A Garota Da Vitrine e Sempre Ao Seu Lado, filmes geniais nas suas mais simplórias cenas. O primeiro é baseado no livro A Balconista, de Steve Martin que atua como o coroa-bonitão-cheio-da-grana e coração vazio. Ou coração tão cheio que entupiu e não reprocessou as informações para o cerébro a fim de externá-los pela fala. Porque, convenhamos, o cara é todo romântico demostrando o que seu 'rival' descolado não fazia para Mirabelle. Mas quando abria a boca só não ofendia mais porque não tinha como. Seria isso autodefesa? Provável, é assim que a maioria dos homens agem, não é? Por falar em homem, penso que esse é o único filme que Steve Martin não fala besteiras achando que vai ser engraçado. É um filme sério e ele o fez bem. Único problema é que seu rosto botulínico o impede de gestos faciais que a gente até imagina que ele queria fazer, mas fica uma coisa meio "não franzo a testa e quando sorrio vocês percebem que os olhos não sorriem juntos?" Bem, o segundo filme é de uma sensibilidade que até mesmo os mais durões iam sentir. Enquanto Mirabelle é a semi-Amélie Poulain americana, Professor Parker e Hachi cultivam uma amizade que Mondego deveria ter tido antes de trair Edmond Dantes (O Conde). Em Sempre Ao Seu Lado, que tem uma trilha sonora impecável, Parker e o cão perdido, que foi encontrado na estação de trem, dão uma lição de amizade e lealdade que nunca vi entre pessoas. Nem mesmo nos filmes. Quem esperaria você todos os dias na estação de trem fazendo sol ou chuva, durante 10 depois da sua morte? Me diga, quero conhecer.








O Operário e Adam, o primeiro foi osso duro de roer. Não que seja ruim, bem pelo contrário, é ótimo e por isso me esforcei para não dormir na metade dele. Afinal, porque exibem filmes excelentes só depois da 1h da madrugada? Tipo assim, eu tenho que acordar cedo de manhã mas quero ver filmes bons, ok? É impressionante a atuação do Christian Bale que interpreta o Trevor, um cara estranhíssimo e hipermagro - Bale perdeu 28 kilos para esse trabalho. Todo o sono que eu tinha no dia que vi o filme era justamente o contrário do que sentia Trevor, o cara mais insone que já vi. A história é tão louca que ele persegue ele mesmo - inconscientemente. Outro tipinho estranho é Adam. Rapaz inteligentíssimo e tão inocente quanto Amélie Poulain. O problema dele é a síndrome de Asperger que uma espécie de autismo em que a pessoa tem dificuldades de interação social e interpretação muito literal da linguagem. Ou seja, cinismo, sarcasmo, metáforas e anáforas não é com ele. Comigo ele não teria 5 minutos de conversa e se lesse esse blog ia me achar mais estranha do que ele. Sempre leva tudo ao pé da letra. Mas a história não é sobre isso, e sim sobre ele e a nova vizinha, a Beth, uma professora que muda a vida dele mas não como deveria - pelo menos eu acho que ela pisou na bola feio com ele.
















 



Por fim, mas não menos importante, indico Quando Nietzsche Chorou Sim, é baseado no excelente livro homônimo. Tão bom quanto. Ele tem um ritmo agradável e chega ao fim com rapidez - pelo menos não senti cansaço ao vê-lo. Doutor Josef Breuer e sua Anna O. e Friedrich Nietzsche com Lou Salomé tornam a história até um pouco engraçada. Coisas de edição e direção, mas que são divertidas. Pouco explorado mas sempre aparente, Sigmund Freud dá as caras quando aconselha Breuer a curar Nietzsche, no entanto é Breuer que se cura por meio da fala.




Ah, acabo de lembrar de outro: 500 Dias Com Ela. Ela é o 'ele' de hoje. Mas o resto eu não comento.

video

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

21 anos, 11 meses e 15 dias

Há tempos que me recuso a dedilhar minhas metáforas, anáforas e hipérboles. Ora, não sei os porquês. Mas hoje me ponho a compartilhar as novidades já tão velhas para mim. O Censo acabou – não passarei mais 8 horas corridas em Padilha. Desde o término estagio na Agecom, Feevale. Aliás, estou nela agora. De manhã é a melhor hora. Silêncio, teclas sendo tocadas, um som de nada perdido lá fora. Muito confortável. Ao meio-dia tem Two and a half man e um sofá. Depois tem barulho, e um som de tarde perdida lá fora. Num todo, é bem divertido e por vezes produtivo aqui. Ah, sim. Uma novidade mais velha do que esta: tenho nova moradia. Adoro. Meus objetivos continuam os mesmos, minhas amizades também. Não tomo mais leite e como muito tomate. Minhas unhas cresceram e faz frio em dezembro. Opa. Já é dezembro. Chegamos no mês das comemorações, das pessoas loucas nas ruas praticando o consumismo apressado, das mesas fartas de produtos industrializados, dos amigos-secretos, das férias coletivas. Enfim, chegamos no mês do meu aniversário. A propósito, faltam 15 dias para 22 anos. Lastimável. Tanto anos e poucas glórias. Lastimável. Sempre lembro de Antoine, personagem do livro Como me tornei estúpido de Martin Page, quando lembro de mim.

“Sempre parecera a Antoine contabilizar sua idade como os cães. Quando tinha sete anos, ele se sentia gasto como um homem de quarenta e nove anos; aos onze, tinha desilusões de um velho de setenta e sete anos. Hoje, aos vinte e cinco, na expectativa de uma vida mais tranqüila, Antoine tomou a decisão de cobrir o cérebro com o manto da estupidez. Ele constatara muitas vezes que inteligência é palavra que designa baboseiras bem construídas e lindamente pronunciadas, e que é tão traiçoeira que freqüentemente é mais vantajoso ser uma besta que um intelectual consagrado. A inteligência torna a pessoa infeliz, solitária, pobre, enquanto o disfarce de inteligente oferece a imortalidade efêmera do jornal e a admiração dos que acreditam no que lêem.”

Paro por aqui. Martin Page me descreve melhor do que meu alter-ego mais conhecedor de mim.

sábado, 30 de outubro de 2010

Te espero na porteira

Finalmente consegui ouvir as novas músicas dos meus amados Victor & Leo, que lançaram o álbum Boa Sorte Pra Você nesse 29/10/2010. Gravado em estúdio, melancólico e bem depressivo. Enfim, não difere do que é o álbum Borboletas lançado em 2008.

 Já fazia tempos que pensava ligar para uma pessoa que nunca me liga. É aquela história da Montanha e Maomé. Hoje evoquei o Maomé e a vergonha na cara e teclei os respectivos números pra chamar a Montanha. Demorou uns segundos, e a Montanha atendeu já sabendo que Maomé estava na linha. Prontamente se pôs a conversar durante 10 minutos e acabar com os meus míseros bônus. Ok. Já se foram mais de 7 meses, é compreensível que se passe 10 minutos no telefone como se fosse 1 minuto e meio. Quando eu tinha 1 minuto e meio parecia 5. É aquela história de dar valor pras coisas ou pessoas depois que elas acabam ou vão embora. A conversa foi feliz. Mas depois que a gente desliga parece que nada foi dito. É um vazio bem estranho. O mesmo que eu sentia quando tinha os 90 segundos. Foram-se anos e até hoje parece que nada foi dito. Ou não foi entedido. Entende?

"Era dia/Seu cabelo sob o sol/Reluzia
Feitos os olhos de um farol/Eu sabia/Era ela e ninguém mais
Que faria/Esse bem que ninguém faz"


"Vou te esperar naquela porteira/Na beira da beira da noite
Vou te chamar/Vou pedir pra vê-la/Na primeira estrela quando ela brilhar

Fica combinado assim: Te dou a lua do sertão/Você me dá você pra mim"

"Minha linda, meu amor, meu sabor, minha vida/Flor do campo, te desejo
Deixa eu te cheirar/Eu não sei falar de outra coisa a não ser de amor
Perdoa se o que tenho pra oferecer é só amor
Eu só quero você e que você me queira"


Letras das músicas Quando é amor, Mari Marina e Flor do campo de Victor & Leo.

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Eu nunca fiz o que eu vou fazer

Eu quero fazer o que eu nunca fiz. Jogar boliche, frescobol e hóquei no gelo. Fazer um tour pela Europa. Pedalar na beira do Guaíba, visitar o Cow Parade, torcer pelo Grêmio no Olímpico. Eu quero contar novidades boas praqueles que eu só conto coisa velha. Aprender um novo idioma, ter um novo emprego e dirigir um conversível em uma estrada sinuosa e deserta. Ah, eu também quero brincar de carro-choque outra vez e participar de uma corrida de kart. Chegar perto do céu. Saltar de asa-delta, bungee jumping e paraquedas.

Eu quero que alguém me ensine o que eu não posso aprender sozinha. Eu quero aprender sozinha tudo o que eu posso. Eu quero poder mais do que faço e fazer tudo que eu quero. Eu quero querer menos do que quero. Eu quero pensar diferente pelo menos um dia. Ficar sem mim por algumas horas e me divertir com meu outro eu. Comer sem engordar, dormir e não sonhar. Eu quero respeito, verdades e fé. Jogar videogame dos anos 90, tomar banho de piscina até murchar. Entender todos os filmes que assisto e ler mais rápido os livros empilhados na minha estante. Eu quero que as pessoas se entendam, e me entendam. Eu quero não precisar entender as coisas pra saber como são.

Eu quero passe-livre em parques de diversão. Visitar pela primeira vez um parque aquático. Eu quero enxergar o mundo sem óculos. Eu quero saber falar sem gaguejar e não me irritar com carros de propaganda sonora em sábados de manhã. Eu quero o fim desses carros. Dos altos salários de políticos, de gente preconceituosa, de horário fixo nos empregos. Eu quero pessoas mais flexíveis. Eu quero tudo isso em uma vida só. Eu sei que não posso ter tudo que quero, mas eu ainda posso querer.



"Rotina não é fazer sempre a mesma coisa, mas fazer a mesma coisa sempre do mesmo jeito." Joel de Sousa

"Já fiz coisas por impulso, já me decepcionei com pessoas quando nunca pensei me decepcionar, mas também decepcionei alguém." Charles Chaplin

"Percorra caminhos que não caminhara antes,
Procure inovar tua vida, e saia da rotina.
É através de novidades que o mundo gira."
Jhonantan Freire


sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Xenofobia ou Brasilfobia?

Deveria ter postado ontem, mas assim como os órgãos públicos não cumpri com meus prazos. Paradoxal, não? Estou pré-gripada e olhando um filme americano chamado Turistas, dirigido por John Stockwell em 2006. Em resumo, o enredo é sobre como nós brasileiros somos canibais, 100% negros, a toas na vida, mal educados e como expressamos nosso carinho por turistas - matando-os. Singelo, não? Se fosse filmado hoje poderia incluir o nosso bom senso político, deputados trabalhando em época de eleição na Câmara e jogadores de futebol que não estão se transforando em estrelhinhas rebeldes assassinando mocinhas indefesas ou provocando demissão do próprio técnico. Ah, não? Não é assim? Poxa, então o filme errou no enredo e a nossa história real pode ser bem pior? Interessante.
O filme tem sua temática como sendo no Rio de Janeiro, mas foi gravado em Ubatuba (SP) - tipo, Rio e Ubatuba são super parecidos, a começar pelo Cristo Redentor que tem nas suas cidades e é mais visitado em São Paulo. ¬¬ HAHAHAHAHA pegadinha do Mallandro! Como ousam nos ferir com tamanho mau gosto pra escolha de cenário? Nada contra a cidade, pois nem conheço, mas poxa, se vão gravar em SP então assuma que a história passa lá.
Outra coisa ridícula é saber que deixaram gravar um filme desses, onde o próprio país é denegrido. Só por causa de dinheiro.
- Então, nós estamos querendo mostrar o tráfico de órgãos que acontece livremente no Rio de Janeiro, será que vocês aí de SP sediaram o espaço para o set de gravação?
- Deixa-me ver se entendi. Vocês querem filmar a história de americanos sendo torturados no Brasil? Ok, não vejo problema algum. Passe a grana pra cá e façam o que quiserem. - a suposta conversinha amistosa entre produtores e políticos sobre financiar a sétima arte no Brasil.

No G1, saiu em 2006 uma matéria sobre o filme, a qual eu concordo, dizendo que “Se burrice fosse crime, os idiotas desse filme barato estariam presos.” É com essa frase nada simpática que começa a crítica do jornal "The New York Times" a “Turistas", dirigido por John Stockwell. Mais à frente, o texto classifica o longa como “sujo” e “letalmente retardado” e afirma que ele “envolve turistas do Primeiro Mundo que são violentamente punidos por viajar a um país do Terceiro Mundo e toma essa posição política abertamente”. Outro grande jornal americano, o "Los Angeles Times" também torceu o nariz em sua crítica: “mais da metade do longa é construído em cima de idéias idiotas”. O jornal ainda disse que “o cenário brasileiro estereotipado, com caipirinhas rolando soltas e gatinhas de biquíni, se encaixa naturalmente no gênero terror-adolescente, que no fundo é enraizado na noção puritana de punição”. O texto termina com a seguinte frase: “ ‘Turistas’ é mais a encarnação do que uma crítica à paranóia xenófoba”. [a tempo de explicar, xenofobia significa aversão aos estrangeiros.]


Ah, o Brasil. Meu Brasil, brasileiro. Americano, europeu, asiático, africano, canibal, corrupto, ladrão, vendido, mostra a tua cara. O que Renato Russo cantaria pro Brasil de hoje, se nos anos 80/90 perguntava que país é este? Naquele tempo era bem menos pior do que é hoje, mas já merecia a canção. Por falar em música, o filme Turistas começa com a somzera muito representativa de Marcelo D2 (me poupe) e termina com a totaldeprê Adriana Calcanhoto cantando Fico Assim Sem Você. Ah, que bonito. Eu fico assim, p da vida vendo essas coisas. ¬¬ A gente tem coisa bem melhor aqui, por exemplo, Claudia Leitte, Parangolé, Gino & Geno. Ah não? Não, né. É melhor ficar sem trilha ou quem sabe um sambinha esperto só na base do pandeiro? Axé, pagode e sertanejo a gente deixa para a abertura da Copa em 2014. Tenho medo disso.

Meu medo não é só pela escolha musical da futura festividade, mas por eu imaginar a quantia em dinheiro enlouquecedora que será desviada para as obras de castelos nos canfundós do Brasil antes da Copa de 2014. E depois, na preparação das Olimpíadas de 2016, para fazer um puxadinho de 3 andares em cada obra faraónica já antes construída. Vão ser eventos e tantos. Não os esportivos, mas a nos castelos e seus puxadinhos. É bom ir se filiando algum partido qualquer, quem sabe dê pra garantir os convites pras festas.

Peraí, os personagens dos filmes passam por uma favela plana. Como assim? Cadê aquele amontoado típico das favelas? Aiaiai. Eles querem deixar o Brasil bonito.


"Num filme o que importa não é a realidade, mas o que dela possa extrair a imaginação." Charlie Chaplin


"O Brasil é uma nação de espertos que reunidos formam uma multidão de idiotas." Gilberto Dimenstein


"As pessoas estão se afastando do cinema por três motivos: a violência, os preços e os filmes."  Ediel

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

a sua má vontade (ou ignorância) me comove

Fascina. Estonteia. Ansia. Golpeia. A (falta de) presteza de certos seres, ainda classificados como humanos, recai sobre mim como uma tijolada na cara ou uma facada nas costas. Necessito urgentemente que pessoas ágeis, educadas e eficientes trabalhem em órgãos públicos e não posterguem seus deveres para 10 ou 15 dias. A mão não vai cair se fizerem o que tem que ser feito em 2 ou 5 dias. As pessoas fazem contratos, negociam, combinam, marcam e assumem compromissos acordados em datas que supostamente poderiam cumprir. Todavia, esquecemos que os seres mediadores de alguns documentos usam e abusam da nossa falta de tempo para ver se a gente aguenta o jogo. Eu já disse, jogo para mim é só dardo ou pingue-pongue. Jogos burocráticos não rolam. Tenho semi-ataques cardíacos só de imaginar o que o atraso em certos departamentos causa, sem ao menos a pessoa prejudicada ser responsável pelo descumprimento da data estipulada. Ora bolas, sejamos compreensivos.

Pensar machuca, eu sei. Apesar disso, penso que pensar o que Morin propõe é válido. Ele fala que devemos compreender o processo de compreensão. A complexidade, método em que Morin é um dos principais estudiosos, encaixa perfeitamente no que as pessoas incapazes de usar a massa cinzenta deveriam aprender. Seria assim: primeiro, uma raspagem cefálica; segundo, a troca das retinas; terceiro, se desprender de todos os conceitos e opiniões formadas. Por fim, entender que esses passos são para compreender aquilo que já se tinha um entendimento, pórem atráves de outro olhar. Encaixar todas as partes do que se pensa em algo único e múltiplo. Ou seja, como um complexo habitacional, são vários prédios (múltiplo) que formam um lugar (único).

Dei esse exemplo porque as pessoas deveriam ter a consciência que o trabalho delas interferem no andamento de vidas alheias. Vamos pensar no todo, e não só na nossa parte. Mas sabendo que para que o todo funcione é preciso que cada parte se desenvolva.

Sendo as coisas como são, use a complexidade para me entender também.

"Uma tarefa fácil se torna difícil quando você a realiza com má vontade." Terêncio

“As convicções são cárceres.” Nietzsche

terça-feira, 21 de setembro de 2010

jogo de dardo

Detetive. Corda. Master System. Dynavision. Pingue-pongue. Carro-choque. Saudade. Quando criança eu não entendia porque os adultos diziam que eu deveria aproveitar a minha fase, que tudo mudaria quando eu crescesse. O que eu mais queria era crescer porque eu pensava que não iria mudar. Bobice minha. Depois de adulto, o ser humando continua mudando. Nada é estável, e não seria diferente com a personalidade. Não sei sobre você, mas quanto a mim, tenho uma personalidade maleável para me adequar as situação críticas. Estou em uma, inclusive. Mas já já fica tudo bem. Tudo azul. Domingo foi um dia de good news. Não será diferente nesta semana. Só notícias boas. Deus tem uma encomenda pra mim com um tope azul marinho, coisa mais linda - o conteúdo.

Complexidade para apresentar quinta-feira. Sexta tá tranquilo, apresentação do projeto de monografia já foi. E o carinha lá também se foi. Sabe, falta sensibilidade em uns e sobra em outros. O jeito é ficar alone - assim como o dardo azul no meu jogo.



"Algo grandioso está para acontecer." Comercial da Warner

"O que há de melhor numa coisa nova é aquilo que satisfaz um desejo antigo." Paul Valéry

domingo, 12 de setembro de 2010

é tão urgente o que eu peço.

Mó palhaçada é o lance, se for do jeito que eu entendi. Eu não tenho uma plantação de dinheiro na cobertura do meu edifício. E ainda não excreto valores, meus meios fisiológicos são comuns. Espero que não se confirme o atraso de vida. Eu não quero ficar estudando até 2013. Não quero e não mereço mesmo. Meu limite é 2011. 2011, ouviu, my Sweet Lord? Eu imploro. PLEASE, save me now as you did another time. Segunda, ou no máximo terça já saberei disso. O problema até lá é controlar a incontrolável ansiedade.Vira tudo tecido adiposo por consumo excessivo de carboidratos e açucares. Eu tô ansiosa pacas. E não só por isso. Mas, mais com isso. Eu tinha me acalmado porque o outro lance tinha se concluído de maneira exitosa. Pelo menos isso. Eu sempre tenho que me ferrar. É incrível como tudo conspira pra me deixar soterrada. Depois eu que sou a estranha. Estranho é o que fazem comigo. Eu só sou as consequencias desses rolos todos. Eu sou velha por causa de todas as coisas que já aconteceram. Eu sou mais velha do que a minha mãe. Ela sim anda feliz como uma jovem de 20 anos, como que tivesse um futuro certo. Essa é minha encanação maior: eu não tenho um futuro certo. Eu não tenho nem uma porcaria de presente certo. Cada dia é uma porrada que a vida me dá. Cara, eu já aprendi tudo que eu podia aprender com o que já se passou. Eu não quero um vale a pena sofrer de novo. Eu quero paz, tá ligado? É só isso que eu quero. Sossego em pó, embalado, envidraçado...sei lá. Só não quero congelado, petrificado em pedrinhas de gelo queimando na minha mão e se liquidificando quando eu tiver 60 anos. O que eu peço é urgente. É pra hoje.

"Preciso de alguém, e é tão urgente o que digo" Caio F. Abreu
"Angústia é um nó muito apertado bem no meio do seu sossego." Adriana Falcão
"A vida não é como a gente quer. A vida é como ela quer ser." Minha mãe

domingo, 22 de agosto de 2010

mexericos e conclusões

Ouvi dizer que andaram dizendo que ele vai voltar. Pra quêêê? - penso eu. Unica e exclusivamente pra atazanar a minha circunstancial paz de espírito afligida e infligida pelo projeto de monografia. Pode ficar lá no meios das ovelhas e voltar em outro momento. Por favor, não me desconcentre com sua aparição.

Na sexta-feira, antes de ontem, clariei meus caminhos monográficos em 50%. Falta eu ler e associar um autor com o outro para encadear com as minhas idéias. Ainda bem que mono II só em 2011/02. Amém. Desfiz meu julgamento precipitado em relação a uma certa docente e vejo que as coisas podem fluir - conforme ela quer e como deve ser.

Também no dia 20, tive menos de 5 minutos que esperei durante 6 anos. Loucura, loucura, loucura - diria Luciano Huck tomado por um entusiamo que eu só vou ter sabe Deus quando.

Apesar de uma certa desatenção ou má educação de certo alguém, hoje devido a iniciativas que eu aprecio tive que reconsiderá-lo de modo positivo. Quem sabe eu ainda tenha que esperar mais 6 anos. Who knows?

Ah, claro, ainda não contei o que aconteceu no dia fantástico de agosto. Eu disquei imaginando que o serviço estivesse indisponível, pois não estava. E, para completar a surpresa, houve uma rediscagem que meus olhos viram e suscitaram uma momentânea exaltação.

"Você nunca vai saber o tanto que eu gostei de você porque eu nunca vou contar tudo." Caio F. Abreu

"I think I'd like to get to know you a little bit more" Avril Lavigne

sábado, 14 de agosto de 2010

Uma vez eu disse: 'Ke$ha é bacana'.

Xuxa recusa convite para se apresentar no Criança Esperança. Eminem grava dueto com Rihanna. Inter garante vaga no Mundial de Clubes. Adam Lambert não é indicado ao VMA. Eu assisto e gosto de Glee. Felipão não ganhou nenhum jogo desde seu retorno ao Palmeiras. Christina Aguilera tá mais flopada do que o Sidney Magal. Dilma sobe nas intenções de votos. Eu não me inscrevi no Enem. Karatê Kid é mais exibido na Sessão da Tarde do que A Lagoa Azul. Lady Gaga tomou chá de sumiço e fugiu com o Alejandro. Cleo Pires fotografou para a Playboy. Eu não consigo mais assistir filmes em sextas à noite. Taylor Swift estreiou 'Mine' em 3º lugar no Hot 100 da Billboard. Há rumores sobre a produção de Jogos Mortais 8. Claudia Raia e Edson Celulari se separaram. E você duvida que chegou o fim dos tempos?



"O mundo começou sem o homem e acabará sem ele." Claude Lévi-Strauss

"Muito provavelmente o mundo que vivemos não vai acabar em 2012. O que estamos presenciando é o final do mundo do modo que conhecemos."

domingo, 25 de julho de 2010

Tomorrow

"I don't know how I'll feel
Tomorrow (Tomorrow)
Tomorrow (Tomorrow)
I don't know what to say
Tomorrow (Tomorrow)
Tomorrow is a different day"

(Avril Lavigne - no tempo em que cantava o que era bom)

Amanhã. Pressinto tantas coisas que se enosam e que por fim não são nada e são tudo. Aquele friozinho bobo na barriga. Aquele pulsar acelerado do coração dizendo 'vá com calma, sua louca'. Amanhã. Pode ser o início de uma era inesperada - que eu aguardo há anos. Pode ser só mais um dia. Pode ser que ele desista. Pode ser que eu não queira mais. Amanhã. Pode ser que eu veja que era tudo imaginação. Pode ser que se confirme tudo o que pensei. Amanhã ele pode desencantar. Ou perceber que eu existo. Amanhã eu posso errar, gaguejar, ficar sem graça ou deixá-lo sem graça. Amanhã eu posso ser palhaça. Posso ser séria demais. Posso mostrar desinteresse. Posso ser desinteressante. Posso me interessar. Amanhã.

Tomorrow everything can happen, even if what I don't want.

sexta-feira, 23 de julho de 2010

genes recessivos

Azul. Verde. As cores. Os olhos.
Vou te contar uma história.
No quinto dia - reflita, perdemos quatro - sinais despretenciosos cheios de pretensões ocorreram entre dois corpos de mesma estatura e condição. Desesperados, será? Foi até mim, e me viu ocupada - ruborizou-se. Ou foi lá sem intenção a não ser aquela que de fato realizou. Papéis - leitura. Desculpa? O Sol que ilumina os meus caminhos esquentava o meu coração quando tentei uma aproximação, assim sem querer querendo. Fiquei querendo. Depois, quando por perto quem quis foi ele. Quisera mesmo? Quietos os dois inquetos. Parede, cabeça, ombro. E não é a música da Xuxa. É linguagem corporal. Aflorada conversa sem palavras. Na oportunidade chegou o de vermelho. Maldito. O azul criou a deixa e a verde contribuiu. Palavras, somente. Saídas e saídas. E nada. Depois, no break, eis que a coragem foi empurrada pela vontade e me consumiu. Pronto, falei. Ele respondeu. Feita a função fática. Mas após uns minutos, terceiros nos roubaram um do outro e ambos voltaram a desinteressante forma de mostrar interesse. E mais depois, lá dentro, em uma das saídas se referiu a mim querendo querer. Eu quis. Ah - lembrei - no meio de tudo isso ele me chamou e me pediu ajuda - ora boy, eu sei que você não precisa de ajuda, foi uma boa jogada essa sua. Pois bem, por fim e não menos importante, mão e ombro, um tchau indevido - eu sempre corto o barato alheio, inclusive quando muito me interessa - e até segunda. Segundas, eu espero.


"Como são admiráveis as pessoas que nós não conhecemos bem." Millôr Fernandes

"Sempre me senti isolado nessas reuniões sociais: o excesso de gente impede de ver as pessoas." Mário Quintana

"Não há nada a ser esperado. Nem desesperado." Caio F. Abreu

sexta-feira, 9 de julho de 2010

que deixa muito a supor.

Licença, licença - deixa eu passar o espanador aí. Pronto, agora pode ler.


Depois de três meses e meio me ponho por livre e espontânea pressão dedilhar alguns caracteres nesse objeto que por desleixo e preguiça foi deixado de lado. Na postagem anterior comentei sobre sermos ecléticos. Seguindo a minha opinião, vou ser eclética e falar sobre qualquer coisa que não seja o assunto passado. Bem, eu poderia falar sobre o semestre que acabou ou sobre a segunda metade do ano. Poderia criticar a Copa e dizer que em 2014 o fiasco será grande. Mas ainda tenho esperança. Eu até mesmo poderia falar sobre qualquer outra banalidade que não modificaria o meu estado de espírito - afinal, eu escrevo pra mim e apenas deixo você ler. Escrever é atividade egoísta e, em alguns casos, narcisista.
Vejamos, se eu não for criticar, avaliar, elogiar ou cair em tema banal - farei o quê? Ora, supor. Conjecturar. Presumir. Supunho que presumir seja uma conjectura da sociedade contemporânea. Portanto, se presumo hoje, posso logo adiante conjecturar que minhas suposições estavam tortas e mal-elaboradas (hífen ou não?). Porém, isso não impede que eu siga conjecturando algumas ações que outrora foram supostas de presunsões prematuras e generalizadas. Eu ainda gosto dele? Não sei. Presumo que isso não seja a melhor coisa pra pensar agora e nem nunca mais. E pra gostar de outro, como faz? Onde compra? O mercado tá escasso e a minha situação localização espacial não permite causar boas suposições à outrem. Ele não me responde - que mula. Que besta - eu. Eu não tenho mais tanto tempo para esse tipo de coisa. Pra essas brincadeiras de gente que se acha grande. Joguinhos comigo não funcionam mais. Mas joguinhos semânticos, sintáticos e morfológicos são legais pacas. Travessão; vírgula, e ponto-e-vírgula - quando aproveitados (em joguinhos linguísticos) me deixam feliz. Gírias, well, eu prefiro sem açúcar, por favor. Neologismos e aliterações. Alguém que não dá sinal de vida - november, march, may, june. You may be wrong. I may be right. Suponho.



"Quero brincar, meus amigos, de ver beleza nas coisas." Hilda Hilst

"Eu quero nós. Mais nós. Grudados. Enrolados. Amarrados. Jogados no tapete da sala. Nós que não atam nem desatam. Eu quero pouco e quero mais. Quero você. Quero eu. Quero domingos de manhã. Quero cama desarrumada, lençol, café e travesseiro. Quero seu beijo. Quero seu cheiro. Quero aquele olhar que não cansa!" Caio F. Abreu

"Se te pareço noturna e imperfeita
Olha-me de novo porque esta noite
Olhei-me a mim como se tu me olhasses
E era como se a água desejasse" Hilda Hilst

segunda-feira, 29 de março de 2010

do que parece ser mais conforme com a razão

Eu gosto tanto de coisas que, há no máximo 3 anos, eu detestava. Puro preconceito bobo de gente que acha tudo brega. Brega era eu por ter esse pensamento. Exemplificando: sertanejo era música de corno e filosofia era assunto de gente desequilibrada. Não sei se virei corna e desequilibrada ou se permiti ampliar o meu conceito sobre o que é bom pra mim e não o que é bom para os outros pensarem bem de mim. Caramba, eu a-do-ro um sertanejo universitário, batida ótima e letras supimpas. Mas não deixo de ouvir Red Hot Chili Peppers por causa de um possível conflito musical-ideológico. Também me divirto filosofando, divagar é um hobby - mas de preferência sozinha. Preconceitos raciais, religiosos, socioeconômicos e de orientanção sexual não cultivei - talvez quando criança tenha tido um filete disso, mas cresci e vi que somos iguais, certo? Não, não somos iguais e eu sei ser tolerante com as diferenças. Me orgulho muito de ser paciente e tolerante, analiso com frieza o que me rodeia - desde pessoas, lugares até música, literatura e afins. Depois disso pesco o que me deixa bem, o que sobra deixo de lado - quem sabe daqui alguns ano seja bom pra mim. As pessoas 'normais' tem sérios problemas com quem é eclético. Me digam qual é o problema de escutar Lady Gaga e Victor & Leo? Não se pode gostar de Martha Medeiros e Schopenhauer ao mesmo tempo? Pode-se ter otimismo contido e o pessimismo da realidade exarcebado? Poxa, a vida não é uma coisa só. Ecleticismo já. Adoro misturar tudo, ter o direito de ouvir qualquer ritmo, ler qualquer corrente de pensamento e criticar a sociedade ora sendo otimista, ora sendo down. Quem escuta Hugo Pena & Gabriel não tem capacidade de entender a modernidade líquida conceituada pelo Zygmunt Bauman? Só os rockeiros são modernos e da hora? Eu uso All Star, jeans, sou rebelde às vezes, não bebo, não fumo e adoro Jorge & Mateus. Que tipo de gente eu me enquadro? Indie, emo, paty, rockeira, brega? Gente não se enquadra. Gente tem permissão de ir e vir para onde e quando quiser. Se você for emo hoje, será emo sempre. Que papo fora de moda, como se as pessoas não tivessem o direito de mudar. De ser várias. "Você precisa se manifestar, escolher o que você vai seguir pela vida toda, elaborar seu discurso sobre tudo. Você precisa ter opinião formada e não trair suas escolhas. Precisa ter personalidade." Pronto, você também não precisa nascer. Ser essa máquina falida. O planeta já está repleto de robôs corrompidos por essas afirmações que te obrigam ter. Não digo que se deve ser diferente, pois isso já somos. Só peço para mostrar essa diferença e não ter vergonha de ser quem é.

"Ser eclético não é comportar tudo. Ser eclético é buscar o que há de bom em tudo" Anônimo

"Vocês riem de mim por eu ser diferente, e eu rio de vocês por serem todos iguais." Bob Marley

"Se um homem marcha com um passo diferente do dos seus companheiros, é porque ouve outro tambor." Henry Thoreau 

"Tô de olho na estrada esperando você
Coração tá preparado pra te receber
Tô usando o perfume que você adora
E a canção que você gosta tá tocando agora"
Só Falta Você - Jorge & Mateus

segunda-feira, 1 de março de 2010

Convalescença

A primeira postagem nesse blog aconteceu numa terça-feira entediante das férias de verão de 2009. Dia 20 de janeiro. Eu tinha um porquê, tinha o que dizer, e principalmente, eu queria me ajudar. Se disse tudo? Se me ajudei? Não sei. Talvez tenha me automedicado e me curado momentaneamente. Hoje o diagnóstico é outro. Por isso volto aqui. Pra me ajudar? Ou pra descobrir o que me abate? Não sei. Tem como se ajudar sem saber o que se sente?

Os problemas que rotineiramente me acometiam esvairam-se. Não é fome, nem falta de numerário, não é a faculdade, nem família, nem emprego. Não, não é. É o quê? Vem lá de dentro. Dentro de onde? Da cabeça? Não. Do coração. É paixonite aguda? Não. Talvez seja a falta. De encantamento na vida. Isso também surge de dentro, como busca isso fora? Não busco. Espero que me busque. Não seria melhor não esperar e ir a luta? Eu fui da outra vez, e olha onde cheguei - na mesma.

Tenho me sentindo estranha. Como? De um jeito como se não pertencesse a este lugar. À sua cidade? Não, a mim mesma. Não gosto de não saber o que me incomoda, essa aflição, toda essa ansiedade de sei lá por quê. Aguardando algo? Guardando só. Muitos papéis. O medo do Alzheimer, tenho desde os 18 anos. Cansada da vida? Não, só tentando entender como os humanos se comportam. E como é? Em sua maioria, bem diferente de mim. Ou você deles? Os dois.

Sou um tanto molecona e ao mesmo tempo carrego uma baita responsabilidade nos meus sombros caídos. Te doem? Só os olhos. que estão intimamente ligados com o coração. Vejo e dói. Pra onde olhas? Pro lado bom. E o que encontras? O ruim. Há um jogo de interesses quando se é bom por muito tempo com pessoas que você se relaciona por obrigação. Chamam isso de coleguismo. Eu chamo de falsidade. Estão sendo falsos com você? Talvez. Mantenho a distância pra não ter esse desvio de comportamento sobre mim. Mas me incomoda muito ver os outros agindo assim e, são tão (pseudo)felizes

Teu problema são as pessoas? Não. Mas o que elas transvestem quando saem de casa. As marionetes pintadas com quilos de maquiagem e panos coloridos pra chamar atenção dos brotos que acordam pensando na carne nova que vão digerir. Pra mim são todos iguais. Dá pra ser bonito sem maquiagem e roupas fashions e sapatos salto agulha 15, sabiam? Acho as pessoas até mais belas quando mostram quem são, suas sardas e cicatrizes - e os pés no chão. Acho ridículo ter que fazer parte de alguma tribo pra ter com quem se relacionar. Isso é tão preconceituoso, e demonstra tanta fragilidade e carência - o oposto do que pretendem. E ser igual é tão convencional. Mas se acham tão modernos. Pra mim são fúteis e caretas - os estilosos-super-mega-na-tendência curtindo uma vibe-hiper-rock'n'roll enchendo a cara de ceva-tri-gelada-pra espantar-a-tristeza-que-não-sabem-lidar.


A lucidez é tão enlouquecedora com um copo de água mineral que eu não cometeria o engano de perdê-la sem decodificá-la aqui.




Ao som de Interlude Waste Management - t.A.T.u.

domingo, 14 de fevereiro de 2010

Enquanto o Seu Lobo não vem

Que eu não gosto de férias, isso quem me conhece sabe. Que faz 7 anos que não vou a praia, também. E que eu consegui um emprego, talvez. Passei no concurso pro Censo 2010, trabalho temporário - ótimo. Esse negócio de se apegar durante aaaanos num emprego só me dá coceira. Uma espécie de alergia trabalhista. Tudo bem que têm empregos que pagam super bem, tem um ambiente legal e pessoas divertidas - pois bem, nunca tive um desses e deve ser por isso que tenho a maldita alergia. 

Sobre as férias de 2010, posso dizer que passaram mais rápido do que eu podia desejar. Uma espécie de sopro de recesso escolar. Vejam só, faltam apenas míseros 8 dias para a rotina recomeçar. Esperar a topic, sentar na última poltrona à esquerda, encostar a cabeça perto do vidro, assistir o pôr-do-sol e ouvir minha ma-ra-vi-lho-sa playlist no meu querido mp4. Pra mim isso é divino. Melhor impossível.

Estou com esperança, como habitualmente, de ter uma vida renovada nesse ano. Talvez por ter conseguido um trabalho e não ter que me preocupar mais com certas coisas que muito tiraram o meu sono. Tô super afim de conhecer gente nova, e isso poderia acontecer na faculdade. Apesar de que lá é tão comôdo falar com as mesmas pessoas de sempre. Mas vamos ver, o tempo dirá. 

Sobre inutilidades: estava ontem à toa na net (como de costume) quando encontrei uns vídeos de muita utilidade pra mim. Continham as músicas que fizeram sucessos nos anos 90 - cada ano um vídeo. Para minha felicidade (re)encontrei muitas músicas que eu adoro e não sabia o nome ou o cantor - ou um por um simples e convencional lapso da minha memória falida. Poxa, fiquei feliz e baixei essas que procurava há anos e não teria achado se não fossem esses vídeos. Mara. Abaixo segue o link dos Hits de 1998, nos relacionados tem dos anos anteriores e posteriores. Divirtam-se revivendo a memória. http://www.youtube.com/watch?v=8aoLv8Co4lY

"Viver é perceber, perceber é mudar constantemente."

"Nada do que você faça por medo é virtude. Nada do que faça por amor é pecado." Jorge Amado

"Se você está seguindo no rumo errado, lembre-se de que Deus encheu a estrada de retornos." H. Jackson Brown

"Uma mistura de sentimentos dentro de mim neste momento, mas vou deixar se sobressair apenas os bons, apenas os que trazem a felicidade." Caio F. Abreu 

"Você não vai encontrar caminho nenhum fora de você. E você sabe disso. O caminho é in, não off." Caio. F Abreu

sábado, 16 de janeiro de 2010

3 em 1

Sentiram a mudança? Ano novo, template novo. Uma corujinha...a cara de quem vos fala. Digo isso pois atualizo o blog sempre pela madrugada. Então, nada mais icônico do que a coruja. (Cof cof...icônico...aprendi em Semiótica com a Profa Denise (gente boa, me deu dez num trabalho em grupo que eu dava dez também, muito bem elaborado por mim. hahaha). Quero ser plantonista da madrugada depois de formada. Os melhores acontecimentos ocorrem nesse horário...terremotos, morte de Papa....enfim. HAHAHAHA



O que a Bahia tem?

Tem um jeito diferente de dar aulas e não se importa quando eu digo "não". HAHAHA
Tem a mania de pegar no meu pé...logo eu que não sou tímida. =P
E o pior de tudo, já passou por aqui e não se fez presente. Que feio.
Ela (que) adora me dar notas altas...poderia ter me dado em 2007 dez em Introdução...guardo essa mágoa....uhahuahuahuahuauhauhauha....
Ah, o intensivo que fiz foi com dona Christine (adoooro esse nome, o H tem todo um charme e elegância), e vejam só, eu gostei muito do conteúdo. Juro, foi mara. Já fazia tempos que não tinha conteúdo na faculdade. Adorei. Muito útil. O trabalho final também foi mara de fazer. =D


Ansiedade que me corrói

Sim, caros leitores fantasmas, eu estou ansiosissima esperarando por um resultado, o qual só digo no dia 20. Este ano não roerei unhas, então no que descontar a ansiedade? Não, na comida não...ela não tem culpa disso e vai fazer me sentir culpada se apelar pra ela. Afff...não tenho nem equilibrio pra ler os livros que me propus ler nas férias. Aliás, comprei um do Fernando Pessoa chamado Livro do Desassossego ano passado. Pois bem, o título é bem sugestivo, mas estou tão desassossegada que nem pegar o livro pra ler a contracapa eu consigo. Que vergonha.

 - - - Por falar em vergonha, devo fazer dois comentários relativos a falta dela:
(1) o Boris Casoy fumou uns naquele dia do caso dos garis? Logo ele que fala que tudo "é uma vergonha". Não é possível que um velhote daqueles não tenha o minimo de humildade na fuça...que coisa feia...é melhor receber felicitações de garis do que de um idiota feito o Boris. hahahaha A minha humildade agora foi ótima. Aliás, não vou com a cara dele já faz tempo...ele lê os 'próprios' comentários no jornal que apresenta e ainda tem a capacidade de se atrapalhar com isso.

(2) tudo bem, a gente já sabe que o mundo caiu no Haiti, também sabemos que a pobreza impera por lá. o que a gente também tá careca de ouvir é que o Brasil não tem dinheiro pra investir nos empreendimentos que faria o país melhorar. só que, assim, logo que aconteceu o terremoto no país caribenho, o Lulinha querido de muita gente disse que Brasil está doando US$ 15 milhões para colaborar na ajuda humanitária ao Haiti. Tá, e aí? E os pobres do sertão? E os que perderam tudo no sudeste e no sul devido às chuvas e desmoronamentos? E os presídios precários? As escolas sem classe? Os hospitais sem leito? Como fica o Brasil? No comments. Quando aconteceu aquela baita enchente em Santa Catarina em 2008 as doações vieram em maior parte do próprio povo, e daí agora aconteceu algo catastrófico em outro país e então o Brasil tem efetivo, alimento, remédio, e 15 milhões de dólares? Que legal...Vou me mudar pro Haiti quando tudo estiver reconstruído. Pelo visto o país vai ficar melhor do que este aqui e não vou precisar ouvir o presidente dizer que vai tirar o povo da merda e que tem consciência disso...tô vendo a baita consciência dele. Ô.


Aconteceu

Nada. Férias daquele jeito de sempre. Ou melhor, igual há 6 anos. Maaas tudo bem, as coisas irão melhorar. Dia 20 a melhor notícia poderá vir. Tenho fé que sim. Ah, tirei mais um dez. O quinto pra coleção. Espera só eu chegar no Le Monde. (Fiquei sabendo que no 1º domingo do mês a entrada pro Louvre é gratuita. Très bon!)
'Descobri' uma cantora bem bacana por acaso. Chama-se Ingrid Michaelson, a melhor música dela é a Everybody. A letra é mara e o ritmo é gostoso. Melancolia com alegria. Sobre o serzinho, não sei, não vi, não ligou e fiz o mesmo. Rá. Esse ano não, baby. Perdeu. Perdeu-me. Cansei. Deixemos assim.

"Everybody, everybody wants to love.
Everybody, everybody wants be to loved.
(...) Happy is the heart that still feels pain" 
       [Everybody - Ingrid Michaelson]