quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Raízes

Não gosto de agosto, o mês do desgosto. Isso me lembrou a célebre frase que o Luan disparou em uma das nossas longas caminhadas naqueles dias quentes e vívidos que aproveitamos nas férias de verão. A frase era de sua mãe, Lúcia, e cabe bem pra mim nessas férias de inverno: "Luan, meu filho, tão desgostosa." HAHAHAHA Isso gerou altas gargalhadas, e é sempre recolada nos momentos de arriação ou desgosto mesmo.
Aliás, essas férias foram tão desgostosas que até o meu irmão-camarada-amigo-do-peito ficou desgostoso comigo! Vê se pode, logo comigo que não faz mal a ninguém. Porém, devido a sensatez que emana naquele corpinho enxuto e malhado, ele reconheceu que pisou na bola e que não vive sem mim, e que eu sou o máximo - como já era sabido. HAHAHAHA

Por outro lado, boas coisas aconteceram nesta última semana, as quais são secretas. Por sinal, foram coisas esperadas há anos - anos mesmo - e que, pensando bem na situação, aconteceu na hora precisa. Prova que mon Dieu existe - não que precise de provas de sua existência, pois sei que Ele está comigo.

Aguardo ansiosamente pela próxima segunda-feira. Verei a minha gente! Aquela que me faz bem só pelo fato de existir. Quanta saudade esmagando meu coração, quanta coisa pra perguntar, quantos abraços a serem dados. Nossa, saudade de tudo - do ambiente, do ritual, da viagem, das pessoas e da liberdade de ser quem eu sou. Ca-ra-ca. Lá é a raíz. É lá que eu sou eu.

Pensei que certos quereres-de-amizade-colorida tivessem falecido, mas nos últimos dias tenho me sentindo tão nostálgica que é nítido que aquilo não muda pra acabar, só se transforma.- em amizade em forma de agradecimento, só. Já houve transformações, foi assim em tantos outros momentos. Seria estranho que não fosse agora. Não que a transformação indique caminhos de possível desvio, - eu sei que não é, nem que quero que seja, pois o platônico muito me agrada e não me faz mais mal. Aprendi a lidar com meus sonhos e não sonho além do que posso aguentar. Cresci usando isso como cartilha.

Pra hoje não trago nada de poesias e pensamentos incomuns. A saudade é tanta das sensações boas e libertadoras proporcionadas por um certo alguém que muito bem já me fez, que vai aí o que mais me aproxima disso com aquela coisa boa de sempre batendo sem compromisso nenhum. =D

"Violeiro mandando laçassos de dedos
Um ronco de gaita, chinelo a bailar
Tinindo pandeiro apeei do cavalo
Troteando no embalo de quem quer dançar

Cheguei bem louco, guaiaca recheada
Virar madrugada é minha vocação
Vou me espalhando no meio da sala
Com a china mais linda lá do meu rincão

Pra já começo o namoro no bailado da vanera
Aquela noite grongueira mel de amor no coração
Num canto velho um lampião dando brilho pra beleza
E a vanera da certeza de casório no galpão

Fui criado tipo bicho
Grudado igual carrapicho em china, canha e vanera
Sou de lombo de cavalo
Sou cuiudo e não me calo pra borracho bagaceira
Mas se china da carinho de xucro fico mansinho
Já carrego pro meu rancho
Nos meus braços eu engancho e não vou dormir sozinho"

Logo te vejo, meu preferido. =D
Dia 17, eu e minha gente.

0 blábláblá:

Postar um comentário