sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Tuas fugas e tu

Indubitavelmente eu errei. Ou não.
Julguei erroneamente quem eu sempre julguei.

Julgava-o pois a minha desconfiança exigia isso de mim. Julgava-o com um olho aberto e o outro semi-cerrado. Julgava porque não me permitia absorta certeza perante aquela situação. Jamais soube se julguei certo ou não, mas a última vez que o fiz, errei.

Aqueles passos cumpridos e perdidos, a impaciência das pernas e os olhos analisando qualquer individuo que por ventura se aproximasse dele durante aquelas longas conversas no telefone - aquelas do tipo que esquenta os ouvidos de quem ouve e ferve as idéias de quem desconfia - propunham julgamentos, mesmo que controversos, daquele ser indecifrável.

O que aconteceu no quarto dia, provavelmente não seja o mesmo que houvera no terceiro seguinte. A dúvida que me mantinha presa a observar os trejeitos, passos, risos falsos e outras mancadas, só foi sanada no quinto dia. E eu fazendo mau juízo. Desde a primeira semana atinei que acontecera algo que não lhe fez bem. Não havia diversão, nem algazarra. Era a tragédia que estivera por vir e acabou o cometendo. Compreensível, deveras. Além disso, acrescenta-se nesse calculo de infortúnios os problemas do cotidiano familiar, que sempre cá com os meus botões acreditei que os acompanhara na sua humilde residência. Todo aquele jeito de "veja como sou feliz" é o disfarce de "cara, minha vida tá de pernas pro ar, mas faço de conta que tá tudo bem".

Eu sei bem disso, eu o conheço há tempo suficiente e reconheço esses macetes ridículos que todo mundo que é do jeito dele tem. O que me irrita, mais do que as promessas não cumpridas, é esse jeito recuado para comigo. Pô, eu quero só fazer o bem, e quero o bem dele também. Certas coisas são tão nítidas que não cabe eu dizê-las aqui.


Frases de Tati Bernardi:

"Vou me enganar mais uma vez, fingindo que te amo às vezes, como se não te amasse sempre."

"Talvez meu amor tenha aprendido a ser menos amor só para nunca deixar de ser amor"

"O desejo me acompanhou até em casa. Muito, muito mais forte que minha nobreza em ter dito não."

domingo, 16 de agosto de 2009

Palavras repensadas

Relendo minha última postagem, me pareceu um tanto agressiva ou rebelde. Das saudades que me referia, principalmente a da amizade, não quis dizer nada além da amizade. Nem quis dizer nada além da pessoa. Pois, posso estar perto sem estar junto. Não sinto falta do alguém, sinto saudade do que eu carregava de bom dentro do peito em relação a mim sem ter de fato a participação do outro. O outro é só o outro, de nada tem a ver com o castelo que construí em sua volta. Moldei os tijolos, produzi o cimento, comprei o terreno, fui responsável pela jardinagem, e ainda hoje, apesar de não querer mais o castelo, tenho consciência de que a conduta foi importante pra ser quem sou e não posso ignorar isso. A isso que fiz menção no post intitulado Raízes. Continuarei sendo eu comigo mesmo, eu com o sonho que gosto de sonhar. A graça de alguns sonhos está em apenas sonhá-los.

Hoje, 16 de agosto aconteceu algo muito simples - simplicíssimo, e igualmente bruniano. Coisas brunianas novamente se realizando. Nem me lembro mais da última vez que algo semelhante aconteceu. Ma-ra-vi-lho-so. Teve até sonorização. HAHAHA

Adoooooooooooro.

Vejamos amanhã o meu reencontro comigo mesmo.
Quanta saudade de mim e de tudo além que isso pode ser.

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Raízes

Não gosto de agosto, o mês do desgosto. Isso me lembrou a célebre frase que o Luan disparou em uma das nossas longas caminhadas naqueles dias quentes e vívidos que aproveitamos nas férias de verão. A frase era de sua mãe, Lúcia, e cabe bem pra mim nessas férias de inverno: "Luan, meu filho, tão desgostosa." HAHAHAHA Isso gerou altas gargalhadas, e é sempre recolada nos momentos de arriação ou desgosto mesmo.
Aliás, essas férias foram tão desgostosas que até o meu irmão-camarada-amigo-do-peito ficou desgostoso comigo! Vê se pode, logo comigo que não faz mal a ninguém. Porém, devido a sensatez que emana naquele corpinho enxuto e malhado, ele reconheceu que pisou na bola e que não vive sem mim, e que eu sou o máximo - como já era sabido. HAHAHAHA

Por outro lado, boas coisas aconteceram nesta última semana, as quais são secretas. Por sinal, foram coisas esperadas há anos - anos mesmo - e que, pensando bem na situação, aconteceu na hora precisa. Prova que mon Dieu existe - não que precise de provas de sua existência, pois sei que Ele está comigo.

Aguardo ansiosamente pela próxima segunda-feira. Verei a minha gente! Aquela que me faz bem só pelo fato de existir. Quanta saudade esmagando meu coração, quanta coisa pra perguntar, quantos abraços a serem dados. Nossa, saudade de tudo - do ambiente, do ritual, da viagem, das pessoas e da liberdade de ser quem eu sou. Ca-ra-ca. Lá é a raíz. É lá que eu sou eu.

Pensei que certos quereres-de-amizade-colorida tivessem falecido, mas nos últimos dias tenho me sentindo tão nostálgica que é nítido que aquilo não muda pra acabar, só se transforma.- em amizade em forma de agradecimento, só. Já houve transformações, foi assim em tantos outros momentos. Seria estranho que não fosse agora. Não que a transformação indique caminhos de possível desvio, - eu sei que não é, nem que quero que seja, pois o platônico muito me agrada e não me faz mais mal. Aprendi a lidar com meus sonhos e não sonho além do que posso aguentar. Cresci usando isso como cartilha.

Pra hoje não trago nada de poesias e pensamentos incomuns. A saudade é tanta das sensações boas e libertadoras proporcionadas por um certo alguém que muito bem já me fez, que vai aí o que mais me aproxima disso com aquela coisa boa de sempre batendo sem compromisso nenhum. =D

"Violeiro mandando laçassos de dedos
Um ronco de gaita, chinelo a bailar
Tinindo pandeiro apeei do cavalo
Troteando no embalo de quem quer dançar

Cheguei bem louco, guaiaca recheada
Virar madrugada é minha vocação
Vou me espalhando no meio da sala
Com a china mais linda lá do meu rincão

Pra já começo o namoro no bailado da vanera
Aquela noite grongueira mel de amor no coração
Num canto velho um lampião dando brilho pra beleza
E a vanera da certeza de casório no galpão

Fui criado tipo bicho
Grudado igual carrapicho em china, canha e vanera
Sou de lombo de cavalo
Sou cuiudo e não me calo pra borracho bagaceira
Mas se china da carinho de xucro fico mansinho
Já carrego pro meu rancho
Nos meus braços eu engancho e não vou dormir sozinho"

Logo te vejo, meu preferido. =D
Dia 17, eu e minha gente.