quarta-feira, 25 de março de 2009

Coração, amanhã ou depois - Nem Clarice nem Caio

"É tão ruim
Quando alguém
Machuca a gente...
O coração fica doente
Sem jeito até
Pra conversar...

Dói demais!
E só quem ama sabe e sente
O que se passa em nossa mente
Na hora de deixar rolar..."

Ouvindo essa música, velha e inteligente, me animei para postar algumas novidades. A semana foi bem mais tranquila, trabalho sossegado, sem estresse. Já a conversa marcada pra sexta foi adiada, sofreu alguns arranhões mas se fez. Foi bem legalzinha. Um clima legal e até promessas que bem possível sejam infrutíferas. Mas gostei do ato. Merece aplausos. Parece que meu amigo imaginário virá pra essas bandas metropolitanas. Torço para que seja verdade e seja o melhor pra ele.

Agora a música é outra:
Deixamos pra depois uma conversa amiga
Que fosse para o bem, que fosse uma saí­da
Deixamos pra depois a troca de carinho
Deixamos que a rotina fosse nosso caminho
Deixamos pra depois a busca de abrigo
Deixamos de nos ver fazendo algum sentido

Amanhã ou depois, tanto faz se depois
For nunca mais... nunca mais

E as idéias fervilhando.

segunda-feira, 16 de março de 2009

E o vento levou...

E não deixou rastros, nada além de lembranças dispensáveis. Os dias foram longos e improdutivos, não do jeito relaxante como os ventos são pra mim. Tudo bem, eu relevo. Tolerar, tolerar e dar adeus. Tchau. Ou melhor, sem despedidas. Abraços e conversas com quem tanto amo: Ma merè! Recomeçar, recomeçar. Nos últimos tempos, isso tem sido o que mais tenho ousado e insistido fazer. Os ciclos se completam rápido, ou eu os faço terminar assustadoramente antes que se possa pensar a respeito. O fato é que não nasci para me estressar com acontecimentos, pessoas, lugares e situações que não me são necessárias. Recusar, recusar. Todavia, vamos devagar, soluções se revelam, mesmo que não as melhores, planejadas e desejadas, mas são soluções.

"Sou como você me vê. Posso ser leve como uma brisa ou forte como uma ventania. Depende de quando e como você me vê passar."

"Mas tenho medo do que é novo e tenho medo de viver o que não entendo - quero sempre ter a garantia de pelo menos estar pensando que entendo, não sei me entregar à desorientação."

"Eu não sou tão triste assim, é que hoje eu estou cansada."

Salve, salve, C. Lispector