terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Caios e Clarices, meus anestesiantes

É surpreendente como existe gente complicada e complicante. Tendo uma brecha pra dificultar a caminhada alheia, lá estão, orgulhosas por serem a pedra de Drummond. Por mais que chutemos, receberemos de onde nem imaginamos tijoladas, concretadas e conteiners de empecilhos. Dizem que quanto maior a for dificuldade enfrentada, mais valerá o resultado final. A questão é que alcançar a meta diante de tantas adversidades sem auxílio e sem escora é desequilibrante e desmotivante.
Cada chaga tem um remédio, o mesmo vale pra medicar a mente, a alma e o coração. Há cultos, ritos, viagens, músicas e poesias. Pra encarar o caminho e não se intimidar perante as pedras postas milimetral e propositalmente, eu utilizo de todos mecanismos e ferramentas já citados. Às vezes só uma horinha de música me dá a força do Popeye, noutras preciso de catorze linhas de um bom conselho literário. Escrever também resolve, como estou fazendo agora.
O certo é que Caio, Clarice, Cecília, Fernando e tantos outros escritores podem te ferir e remediar feito num toque de mágica. Não é necessário diagnóstico, consulta ou prescrição médica. Eles estão disponíveis, livres, leves e soltos nas prateleiras de bibliotecas cheias de ácaros e traças, livrarias iluminadas ou em sites especializados no assunto. E agora, nesse blog criado assim, em cinco minutos de inspiração; Me auto-medico e te indico a fazer o mesmo.

Pra hoje trago dois, vejam, leiam, releiam, entendam, constetem e me digam se te curaram ou te feriram. Puro e verdadeiro placebo remediável.

"Até cortar os próprios defeitos pode ser perigoso. Nunca se sabe qual é o defeito que sustenta nosso edifício inteiro." Clarice Lispector

"Não choro mais. Na verdade, nem sequer entendo porque digo mais, se não estou certo se alguma vez chorei. Acho que sim, um dia. Quando havia dor. Agora só resta uma coisa seca. Dentro, fora." Caio Fernando Abreu

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