segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

bittersweet world

"whatcha saaay?!"

21 anos completados hoje. 28 de dezembro de 2009. Feliz, feliz. Segunda-feira ensolarada e calorenta. Chegaram meus presentes de natal e ganhei vááários de aniversário. E só coisa boa. Lily, Pink, Gaga, Ashlee. Roupa e sapatos. Teve sorvete também. Fui onde nunca tinha ido, e sinto as consequencias ainda. Alíás, meu estômago é que sente. Sinto-me alargada, comi como há tempos não comia. Mamis foi a minha companhia. Feliz. Ela também. Vazio, cupim, lombinho, pizza, coração, polenta frita e macarrão. Sprite pra tudo descer. E a birita básica de todo 28 do último mês do ano. A garrafa eu guardo. E outras coisas eu prefiro esquecer - não que isso aconteça. Tive aula de intensivo e brevemente retornarei a minha segunda casa. As férias vão voar. Assim que é bom.
Feliz, feliz.

beijo e não me liga - e não ligou mesmo, fico agradecida.
;)

"A felicidade não é um destino. É um método de vida." (Burton Hills)

"Não é o que você tem, ou quem você é, ou onde você está, ou o que você está fazendo que o faz feliz ou infeliz. É o que você pensa sobre." (Dale Carnegie)

"A felicidade depende mais do estado de espírito do que das circunstâncias exteriores." (Orison Swett Marden)

"Ser feliz apesar de tudo..." (Desconhecido)

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Asqueroso

Deveria ter ido. Pego a sua trouxa e suas malas. Não o fez. Tarde demais. A trouxa vai saber das tuas trouxices. Não me culpe. São as consequencias desse teu joguinho porco de se fazer ser quem nunca foi. Agora é a minha vez de jogar sujo. Estrategicamente, você está ferrado. Vou empatar esse jogo e você vai sair perdendo.

Não me importa que não tenha efeito. Mas eu gosto de esclarecer tudo a quem tem direito de saber. A quem você faz questão de esconder quem você é.

Lastimável, meu caro. Eu gostava tanto de você.
E me faz um favor: desapareça.


"Na vingança e no amor a mulher é mais bárbara do que o homem." Friedrich Nietzsche

"Em todo caso, deseje o mal de volta pra pessoa. Não por vingança. Só pra ver se ela é forte como você." Desconhecido

"Você usa tanto uma máscara que, acaba esquecendo de quem você é." V de Vingança


domingo, 25 de outubro de 2009

Não adorei

Foi péssimo. Aliás, é péssimo. Pra quê fazer isso? Por causa de uns tostões a mais? Me poupe. E a mordomia toda? E a liberdade? Sim, vai ter mais tempo livre, só que vigiado. Caramba. Não faça isso, cara. Vai abandonar toda a história que eu criei, assim, no meio do caminho. Egoísta. Quer trilhar outros trajetos sem me levar. Já fazia tempo que me sentia vivendo provisoriamente, só não sabia o que era. Daí você fica 11 dias fora, volta e me diz em plena segunda e reafirma na quinta todo feliz que tá indo embora, assim, sem dó nem piedade. Não, eu não quero que você sinta pena, apenas que considere tudo que eu fiz por você e você não viu. Pô. todos estão indo pra outros lados. Deixa eles irem, não os siga. Repense.
Por favor, aguenta até dezembro. De 2011.

"On a cold wet afternoon in a room full 
of emptiness by a freeway. I confess I was lost in the
pages of a book full of death. Reading how we'll die 
alone end if we're good we'll lay to rest anywhere we want to go.

In your house I long to be, room by room patiently
I'll wait for you there like a stone, I'll wait for you there alone"


Like A Stone - Audioslave

"Num fim de tarde frio e úmido em um quarto repleto 
de um vazio. Eu confesso que estava perdido nas 
páginas de um livro cheio de mortes. Lendo sobre 
como morreremos sozinhos, e se nos comportarmos, 
repousaremos onde quisermos.
   
Em sua casa eu anceio ficar, de quarto em quarto, 

pacientemente. Vou esperar por você lá, 
como uma pedra, vou esperar por você sozinho"



quarta-feira, 14 de outubro de 2009

"Será hoje um dia de surpresas?"

Não tinha nenhum cartaz de 'PROCURA-SE', 'PAGA-SE BEM' ou 'RECOMPENSA-SE'. Não, não havia. Ninguém me exigiu que o procurasse. Não fazia parte de nenhum trabalho ou furo de reportagem. Ninguém sabia quem era, e nem eu sabia se era. Eu recém havia saído do ensino fundamental e entrado numa sociedade cheia de gírias, códigos, casos, e muitas outras coisas  - que só fui me dar conta que existiam pra mim depois que entrei na faculdade. Foi lá que o vi - na tal sociedade a que me refiro. Via e já me dava por contente - sempre foi assim. Os anos passaram-se e não o vi mais - a não ser na faculdade, duas vezes. E quem disse que me preocupei? Quem disse tem uma pontinha de razão, mas não me descabelei. Porque "À César o que é de César". Esse é meu lema, e a minha paciência só mostra o quanto há de verdade nisso. Hoje me sentia com uma nostagia cansativa, não sei se é pelo longo feriado ou pela longa saudade de outrem. Só sei que fiz bem em não fazer o que estava predisposta a fazer, afinal, quarta já se inicia. Aliás, quartas são homéricas de tanta coisa boa que me acontece nelas. Lembro-me de que no início do dia, pus no meu msn a mensagem "será hoje um dia de surpresas?". A noite tive a resposta: Sim. Além de detetive, sou vidente. Encontrei-o, veja só. Dormirei satisfeita pelo trabalho de 5 anos concluído em 13 de outubro. Aliás, 13, meu segundo número favorito. Tudo tem ligação - pena que não sabemos utilizar isso de uma maneira mais conveniente. Eu te encontrei. Cara, que feliz.

"Procurar não significa nada. O que importa é encontrar." Pablo Picasso

"Quando olho para o meu passado, encontro uma mulher bem parecida comigo - por acaso, eu mesma - porém essa mulher sabia menos, conhecia menos lugares, menos emoções." Martha Medeiros

"Creio que quase sempre é preciso um golpe de loucura para se construir um destino." Marguerite Yourcenar

"A felicidade consiste na ação, na satisfação do esforço ininterrupto, não na posse."
Goethe"

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Plurais felicidades

Minha satisfação ontem horas antes de dormir era tamanha que minha memória me boicoteou. Sim, eu esqueci que tenho blogs e assuntos para mantê-los. Preciso me perdoar por tal relapso.

Por pouco fico um mês sem postar algo aqui, mas isso não significa em hipótese alguma descaso ou falta de ter o que contar. Bem pelo contrário, tenho tido dias (e noites) merecedores (as) de muitos caracteres e linhas. Parágrafos e afins. Para tanto, estou aqui. Feliz, sim, como há tempos não experimentava essa sensação.
Talvez você se pergunte de onde provêm tanta felicidade. Eu poderia responder de maneira nostálgica, sentimentalista ou racional. Tenho felicidades e para cada uma sua explicação. Mas por agora, estou feliz por me permitir ser feliz mais dias da semana por motivos minúsculos e outros deveras importantes. Feliz com a vida que melhorou, apesar de ainda não ter emprego. Feliz com a maneira que tenho visto a vida, apesar de saber que logo mudarei novamente de olhar - sem deixar de vê-la com bons olhos. Feliz com o jeito que tenho encarado as pessoas, apesar de que elas não têm feito o mesmo comigo. Feliz com a minha sociabilidade, apesar de não sair de casa pra muita coisa. Feliz com as palavras que tenho proliferado, apesar de ainda não ter soltado nem metade do que tenho na minha metralhadora. Feliz pela sua demora e pela minha paciência, afinal ontem deu tudo certo. E graças, era a minha bendita quarta-feira, a minha sorte.


"Felicidade é ter o que fazer, ter algo que amar, e algo que esperar."  Aristóteles

"É tão difícil falar e dizer coisas que não podem ser ditas. É tão silencioso. Dificílimo contar. Olhei pra você fixamente por instantes. Tais momentos são meu segredo. Houve o que se chama de comunhão perfeita. Eu chamo isto de estado agudo de felicidade." Clarice Lispector

 "A felicidade consiste, sobretudo, em querer ser o que se é." Erasmo de Rotterdam

"Ando com uma felicidade doida consciente do fugaz, do frágil." Caio F. Abreu 

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Tuas fugas e tu

Indubitavelmente eu errei. Ou não.
Julguei erroneamente quem eu sempre julguei.

Julgava-o pois a minha desconfiança exigia isso de mim. Julgava-o com um olho aberto e o outro semi-cerrado. Julgava porque não me permitia absorta certeza perante aquela situação. Jamais soube se julguei certo ou não, mas a última vez que o fiz, errei.

Aqueles passos cumpridos e perdidos, a impaciência das pernas e os olhos analisando qualquer individuo que por ventura se aproximasse dele durante aquelas longas conversas no telefone - aquelas do tipo que esquenta os ouvidos de quem ouve e ferve as idéias de quem desconfia - propunham julgamentos, mesmo que controversos, daquele ser indecifrável.

O que aconteceu no quarto dia, provavelmente não seja o mesmo que houvera no terceiro seguinte. A dúvida que me mantinha presa a observar os trejeitos, passos, risos falsos e outras mancadas, só foi sanada no quinto dia. E eu fazendo mau juízo. Desde a primeira semana atinei que acontecera algo que não lhe fez bem. Não havia diversão, nem algazarra. Era a tragédia que estivera por vir e acabou o cometendo. Compreensível, deveras. Além disso, acrescenta-se nesse calculo de infortúnios os problemas do cotidiano familiar, que sempre cá com os meus botões acreditei que os acompanhara na sua humilde residência. Todo aquele jeito de "veja como sou feliz" é o disfarce de "cara, minha vida tá de pernas pro ar, mas faço de conta que tá tudo bem".

Eu sei bem disso, eu o conheço há tempo suficiente e reconheço esses macetes ridículos que todo mundo que é do jeito dele tem. O que me irrita, mais do que as promessas não cumpridas, é esse jeito recuado para comigo. Pô, eu quero só fazer o bem, e quero o bem dele também. Certas coisas são tão nítidas que não cabe eu dizê-las aqui.


Frases de Tati Bernardi:

"Vou me enganar mais uma vez, fingindo que te amo às vezes, como se não te amasse sempre."

"Talvez meu amor tenha aprendido a ser menos amor só para nunca deixar de ser amor"

"O desejo me acompanhou até em casa. Muito, muito mais forte que minha nobreza em ter dito não."

domingo, 16 de agosto de 2009

Palavras repensadas

Relendo minha última postagem, me pareceu um tanto agressiva ou rebelde. Das saudades que me referia, principalmente a da amizade, não quis dizer nada além da amizade. Nem quis dizer nada além da pessoa. Pois, posso estar perto sem estar junto. Não sinto falta do alguém, sinto saudade do que eu carregava de bom dentro do peito em relação a mim sem ter de fato a participação do outro. O outro é só o outro, de nada tem a ver com o castelo que construí em sua volta. Moldei os tijolos, produzi o cimento, comprei o terreno, fui responsável pela jardinagem, e ainda hoje, apesar de não querer mais o castelo, tenho consciência de que a conduta foi importante pra ser quem sou e não posso ignorar isso. A isso que fiz menção no post intitulado Raízes. Continuarei sendo eu comigo mesmo, eu com o sonho que gosto de sonhar. A graça de alguns sonhos está em apenas sonhá-los.

Hoje, 16 de agosto aconteceu algo muito simples - simplicíssimo, e igualmente bruniano. Coisas brunianas novamente se realizando. Nem me lembro mais da última vez que algo semelhante aconteceu. Ma-ra-vi-lho-so. Teve até sonorização. HAHAHA

Adoooooooooooro.

Vejamos amanhã o meu reencontro comigo mesmo.
Quanta saudade de mim e de tudo além que isso pode ser.

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Raízes

Não gosto de agosto, o mês do desgosto. Isso me lembrou a célebre frase que o Luan disparou em uma das nossas longas caminhadas naqueles dias quentes e vívidos que aproveitamos nas férias de verão. A frase era de sua mãe, Lúcia, e cabe bem pra mim nessas férias de inverno: "Luan, meu filho, tão desgostosa." HAHAHAHA Isso gerou altas gargalhadas, e é sempre recolada nos momentos de arriação ou desgosto mesmo.
Aliás, essas férias foram tão desgostosas que até o meu irmão-camarada-amigo-do-peito ficou desgostoso comigo! Vê se pode, logo comigo que não faz mal a ninguém. Porém, devido a sensatez que emana naquele corpinho enxuto e malhado, ele reconheceu que pisou na bola e que não vive sem mim, e que eu sou o máximo - como já era sabido. HAHAHAHA

Por outro lado, boas coisas aconteceram nesta última semana, as quais são secretas. Por sinal, foram coisas esperadas há anos - anos mesmo - e que, pensando bem na situação, aconteceu na hora precisa. Prova que mon Dieu existe - não que precise de provas de sua existência, pois sei que Ele está comigo.

Aguardo ansiosamente pela próxima segunda-feira. Verei a minha gente! Aquela que me faz bem só pelo fato de existir. Quanta saudade esmagando meu coração, quanta coisa pra perguntar, quantos abraços a serem dados. Nossa, saudade de tudo - do ambiente, do ritual, da viagem, das pessoas e da liberdade de ser quem eu sou. Ca-ra-ca. Lá é a raíz. É lá que eu sou eu.

Pensei que certos quereres-de-amizade-colorida tivessem falecido, mas nos últimos dias tenho me sentindo tão nostálgica que é nítido que aquilo não muda pra acabar, só se transforma.- em amizade em forma de agradecimento, só. Já houve transformações, foi assim em tantos outros momentos. Seria estranho que não fosse agora. Não que a transformação indique caminhos de possível desvio, - eu sei que não é, nem que quero que seja, pois o platônico muito me agrada e não me faz mais mal. Aprendi a lidar com meus sonhos e não sonho além do que posso aguentar. Cresci usando isso como cartilha.

Pra hoje não trago nada de poesias e pensamentos incomuns. A saudade é tanta das sensações boas e libertadoras proporcionadas por um certo alguém que muito bem já me fez, que vai aí o que mais me aproxima disso com aquela coisa boa de sempre batendo sem compromisso nenhum. =D

"Violeiro mandando laçassos de dedos
Um ronco de gaita, chinelo a bailar
Tinindo pandeiro apeei do cavalo
Troteando no embalo de quem quer dançar

Cheguei bem louco, guaiaca recheada
Virar madrugada é minha vocação
Vou me espalhando no meio da sala
Com a china mais linda lá do meu rincão

Pra já começo o namoro no bailado da vanera
Aquela noite grongueira mel de amor no coração
Num canto velho um lampião dando brilho pra beleza
E a vanera da certeza de casório no galpão

Fui criado tipo bicho
Grudado igual carrapicho em china, canha e vanera
Sou de lombo de cavalo
Sou cuiudo e não me calo pra borracho bagaceira
Mas se china da carinho de xucro fico mansinho
Já carrego pro meu rancho
Nos meus braços eu engancho e não vou dormir sozinho"

Logo te vejo, meu preferido. =D
Dia 17, eu e minha gente.

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Cadê meu ócio criativo?

"Eu acho fascinante que a maioria das pessoas planeje suas férias com mais cuidado do que planeje suas vidas. Talvez porque fugir é mais fácil que mudar." Jim Rohn


Gente amiga (como dizia meu ex-chefe), estou onde queria estar.
Não propriamente no patamar, mas, de maneira mais simples, no local.

Férias não são pra mim. Lembro-me da época de escola, eu era uma fervorosa fã das férias. Mudei tanto. Inclusive, acho que o período de recesso escolar também mudou. Antigamente havia toda uma programação do tipo "pra onde vamos nas férias?", e íamos felizes e contentes. Praia, serra - não importava, fugíamos do buraco que é Taquara. Hoje não. Quando se aproxima julho ou dezembro já começa a lamuria "aff, férias de novo ¬¬".

É, de novo.
Porém, como ia dizendo, estou na minha faculdade amada, a qual frequentaria até em domingos se fosse possível. Nesta quinta-feira completa 4 dias de insossas férias, mas graças ao projeto de pesquisa que faço parte fui OBRIGADA a vir pra cá. Você não imagina que sacrifício fazer isso. HAHAHA


Chove há dias e me sinto um guarda-chuva, sorte que ainda não molhei os pés.
Pressinto a chegada de mais uma temporada gripal em mim. Não sendo a H1N1 tá óóótimo.

Não tenho pra hoje textos bem pensados e escritos. As férias estão corrompendo o meu lado criativo e literário. Ócio eu não gosto de ti.

Aaaaah, achei um espetáculo de livro na biblioteca (não, na cozinha ¬¬). A obra se chama Clarice Lispector - Só para mulheres. É lindo, bem produzido, textos selecionados das colunas que Clarice escrevia com pseudônimos para alguns periódicos e a parte gráfica é incomum, muito bem elaborada. Show de livro.

Au revoir, mes amours!

"Se todo o ano fosse de férias alegres, nos divertir se tornaria mais aborrecedor do que trabalhar." William Shakespeare

"Nunca saio de férias. Entro em ócio criativo." Karla Skarine

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Prazer, Bruna. Meu nome é felicidade.

Diante de tanto tempo 'perdido', as coisas mudaram. Não consigo mais pensar como antes. Mostraram-me que a felicidade é outro lance, não aquele. Aquele era uma abstração. E abstrações apenas enganam o espírito. Abstrações não são amigas.

Abstração é o processo ou resultado de generalização por redução do conteúdo da informação de um conceito ou fenômeno observável, normalmente para reter apenas a informação que é relevante para um propósito particular. Ou seja, a abstração é a operação mediante a qual alguma coisa é escolhida como objeto de perdepção, atenção, observação, consideração, pesquisa, estudo, etc. e isolada de outras coisas com que está numa relação maior.

Tomás de Aquino diz que "O homem cria por abstração". A minha distração foi criar, e criei uma abstração. Era o que eu fazia. Imaginava e acreditava que era daquele jeito. Engano meu, era do contrário. Aliás, não era nada. Era idéia minha. Fantasia. Foi bom, não posso me queixar, mas não quero mais. E já faz tempo.


Como disse, a felicidade me foi apresentada. Linda como ela é. Ansiava em vê-la, mas nunca quiseram e ousaram em me pôr em sua companhia. Adorei conhecê-la.

Por falar nela, quero vê-la novamente e com maior frequencia, até ela enjoar de mim e dizer "chega, bruna. a tua cota acabou." HAHAHAHA

Por falar nele, não cabe dentro de mim a ansiedade que tenho em lhe falar e, de lhe ter por perto. Perto no sentido de junto, e não perto no sentido de próximo. Ontem, ficou tudo assim, subentendido sem ter de fato algo subentendido. Como se tivesse poeira para limpar no canto da sala. Mas um assopro resolveria tudo.

Sinto saudades dela, e dele.

"Se tu vens às quatro da tarde, desde às três eu começarei a ser feliz."Antoine de Saint-Exupèry

"Uma felicidade apaixonada assemelha-se à angústia."Jean Moréas

"O segredo é não correr atrás das borboletas... É cuidar do jardim para que elas venham até você." Mário Quintana

"O segredo da felicidade é encontrar a nossa alegria na alegria dos outros." Alexandre Herculano



segunda-feira, 15 de junho de 2009

Sexta. Domingo - Quarta - Domingo.

Como pude deixar de percorrer pelas estâncias de minhas palavras mais de um mês? Ao que possa parecer, isso não retrata a realidade de não ter o que contar. Pois tenho. Sim. Estranho. Como dizem Lulu e Bubu "very, very stranger".

Maio já acabou, e julho tá pra chegar. Ou seja, o tempo está fazendo a parte dele. E eu a minha. Não que tenho algo para me gabar, algum feito admirável. Mas, a situação às vezes parece estar se desfarelando. E eu não estou mais me satisfazendo com as migalhas.

Apesar disso, não contarei detalhes sórdidos daquele que foi uma surpresa esperada.


A roda da vida continua girando, e a minha cabeça também. O silêncio, que anunciava o passo errado, transformou-se num sorriso inesperado. Como disse Lulu - ironicamente - naquele domingo: "nossa! nunca fiz algo tão audacioso". Pior é que já fiz. Mas, de fato, a iniciativa foi audaciosa, e não o conteúdo dela. Domingos, sempre tão mornos e cheios de nadas deprimentes. Mudaram será? Ou, eu mudei?


"Nada é permanente, exceto a mudança." Heráclito

"Cada segundo é tempo para mudar tudo para sempre." Charles Chaplin

"Somos o que fazemos, mas somos, principalmente, o que fazemos para mudar o que somos." Eduardo Galeano

"Eu não me envergonho de corrigir os meus erros e mudar de opinião, porque não me envergonho de raciocinar e aprender." Alexandre Herculano

"... e como um simples olhar ou um simples sorriso pode mudar tudo..." Jacson Fernando Heiderscheidt

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Jesus, me abana

Suplico-Te, Imploro-Te.

Demais para mim tratando-se de uma segunda-feira. Tantos anos aclamando tal situação, e vejam só, assim do nada: apareceu! Meus olhos míopes e astigmatas viram aquilo que só em sonho eu podia ter como alcançável. E peguei, mais tangivel do que os fios ressecados do meu cabelo recém lavado. Preciosos minutos. Não se completaram nem 5 deles, mas pra mim duram horas. Coisa de filme inglês: e o mundo não girou enquanto estavam frente-a-frente, cara-a-cara e quase mais. Que segunda, meu Deus. Que segunda!

Se não bastasse isso, antes comia chocolate. Não era qualquer chocolate. Tratava-se de um ouro adocicado, devorado de quarta para quinta da semana anterior. Demorado para recebê-lo - sim, eu ganhei. E logo acabou.

Não exito em contar fatos em ordem cronológica inversa. Adoro fazer diferente.


"Em busca de meus objetivos, ando pelo mundo até conseguir o que desejo, e a maior surpresa que tenho é de ver a quantidade de pessoas que não querem andar!" Joakim Antonio

"A felicidade é um magnífico estado de espírito que chega de surpresa e quando você menos espera já tem ido, também de surpresa." Evandro Luiz

"Aquilo que foi doloroso suportar torna-se agradável depois de suportado; é natural sentir prazer no final do próprio sofrimento." Séneca

quinta-feira, 16 de abril de 2009

O tic-tac de seu coração marca o tempo que se esvai

"Minha solidão não tem nada a ver com a presença ou ausência de pessoas. Detesto quem me rouba a solidão, sem em troca me oferecer verdadeiramente companhia"

Se fazia tempo que eu não era surpreendida, ontem se fez diferente. Devo ter oscilado entre vermelho escarlate e branco-gelo-sujo em 2 segundos. UAU! Revelações. E não sei por que ainda me surpreendo. A chance de confirmar o suspeito ainda não foi dada, mas se hoje for possível, o saberei. Porém, sendo particular, obscuro e inconfessável não poderei apresentar o mistério. Detenho a fonte e me manterei calada. OH!
Nas demais triavialidades desse mundo estúpido, tudo no 1x1. Mas pressinto que alguém saíra perdendo. Ah, ontem foi louco, além de novas descobertas, tive que ouvir, sem ter pedido, coisa do tipo "quem sabe assim aprende a dar valor". Filho, não inverta os papéis na prorrogação do 2º tempo. HAHAHAHA É só bola fora.


"Fiquei magoado, não por me teres mentido, mas por não poder voltar a acreditar-te."

"O amor é o estado no qual os homens têm mais probabilidades de ver as coisas tal como elas não são."

"Tudo é precioso para aquele que foi, por muito tempo, privado de tudo."

"Em última análise, amam-se os nossos desejos, e não o objeto desses desejos."

Friedrich Nietzche, um dos meus cabeças pensantes preferidos


sexta-feira, 3 de abril de 2009

Tomara que chova

Dia 27 foi o pior dia de março. Triste descobrir o que já se sabia e tentava se ocultar. Ele é um cara de princípios tortos ou não sabe o que são princípios. Diz e não cumpre, dá a idéia mas só a põe em prática se eu for até ele e inventa desculpas indesculpáveis. E ontem! O que foi aquilo? Eu fugiria do meu corpo se fizesse a mau-caratice feita por ele. Não tem mais um pingo de vergonha naquela cara bolachuda e cicatrizada. Mas amanhã, se não chover, tomarei minhas providências providenciais. Ele vai me ouvir, mesmo querendo que eu suma.

No mais, tudo igual, empurrando a vida feito uma vaca gorda e prenha que não tem força nem para abanar o rabo.


Ainda bem que Fernando Pessoa existiu, me entende como ninguém:

"A liberdade é a possibilidade do isolamento. Se te é impossível viver só, nasceste escravo."

"Ver muito lucidamente prejudica o sentir demasiado. E os gregos viam muito lucidamente, por isso pouco sentiam. De aí a sua perfeita execução da obra de arte."

"A maioria pensa com a sensibilidade, eu sinto com o pensamento. Para o homem vulgar, sentir é viver e pensar é saber viver. Para mim, pensar é viver e sentir não é mais que o alimento de pensar."

"Tenho pensamentos que, se pudesse revelá-los e fazê-los viver, acrescentariam nova luminosidade às estrelas, nova beleza ao mundo e maior amor ao coração dos homens."

quarta-feira, 25 de março de 2009

Coração, amanhã ou depois - Nem Clarice nem Caio

"É tão ruim
Quando alguém
Machuca a gente...
O coração fica doente
Sem jeito até
Pra conversar...

Dói demais!
E só quem ama sabe e sente
O que se passa em nossa mente
Na hora de deixar rolar..."

Ouvindo essa música, velha e inteligente, me animei para postar algumas novidades. A semana foi bem mais tranquila, trabalho sossegado, sem estresse. Já a conversa marcada pra sexta foi adiada, sofreu alguns arranhões mas se fez. Foi bem legalzinha. Um clima legal e até promessas que bem possível sejam infrutíferas. Mas gostei do ato. Merece aplausos. Parece que meu amigo imaginário virá pra essas bandas metropolitanas. Torço para que seja verdade e seja o melhor pra ele.

Agora a música é outra:
Deixamos pra depois uma conversa amiga
Que fosse para o bem, que fosse uma saí­da
Deixamos pra depois a troca de carinho
Deixamos que a rotina fosse nosso caminho
Deixamos pra depois a busca de abrigo
Deixamos de nos ver fazendo algum sentido

Amanhã ou depois, tanto faz se depois
For nunca mais... nunca mais

E as idéias fervilhando.

segunda-feira, 16 de março de 2009

E o vento levou...

E não deixou rastros, nada além de lembranças dispensáveis. Os dias foram longos e improdutivos, não do jeito relaxante como os ventos são pra mim. Tudo bem, eu relevo. Tolerar, tolerar e dar adeus. Tchau. Ou melhor, sem despedidas. Abraços e conversas com quem tanto amo: Ma merè! Recomeçar, recomeçar. Nos últimos tempos, isso tem sido o que mais tenho ousado e insistido fazer. Os ciclos se completam rápido, ou eu os faço terminar assustadoramente antes que se possa pensar a respeito. O fato é que não nasci para me estressar com acontecimentos, pessoas, lugares e situações que não me são necessárias. Recusar, recusar. Todavia, vamos devagar, soluções se revelam, mesmo que não as melhores, planejadas e desejadas, mas são soluções.

"Sou como você me vê. Posso ser leve como uma brisa ou forte como uma ventania. Depende de quando e como você me vê passar."

"Mas tenho medo do que é novo e tenho medo de viver o que não entendo - quero sempre ter a garantia de pelo menos estar pensando que entendo, não sei me entregar à desorientação."

"Eu não sou tão triste assim, é que hoje eu estou cansada."

Salve, salve, C. Lispector

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

27 de fevereiro: bons ventos o trazem

"Depois de várias tempestades e naufrágios, o que fica em mim é cada vez mais essencial e verdadeiro."

É desse jeito que começo. Uma frase do Caio que embora pareça de temperamento triste, hoje me obrigo a vê-la de outra forma. Entre tempestades e naufrágios há também espaçamentos de felicidades feitas de acontecimentos inesperados - mesmo assim tão aguardados. Por isso, não discorrerei lástimas nem descreverei penúrias momentâneas, agora. Minha alegria me impede de tal blasfemia. Seria um insulto irreparável para comigo mesma menosprezar as dádivas que enlaçaram meu fim de semana como um pacotão de embalagem colorida pronta para alegrar uma criança no Natal. Renascimento, chamaria assim. Sinto-me como alguém que reagiu a uma chaga de anos, rejuvenescendo a mente, o corpo e alma - principalmente. Não encontrei o pote de ouro no final do arco-íris nem ouvi o galope do cavalo branco de um príncipe me procurando. Nada disso, algo melhor. Para cada 29 "nãos" que recebo, surge 1 "sim" quando o coração já se acomodou como um cachorro em dia de chuva. Amanhã esse sentimento de "demorou, mas consegui" venha a diminuir. Porém, o alívio de não ter que caçar do mesmo modo me acompanhará por alguns longos dias. Os quais tenho pra mim que passaram rápido.

"Mas de tudo isso, me ficaram coisas tão boas... Uma lembrança boa de você, uma vontade de cuidar melhor de mim, de ser melhor para mim e para os outros. De não morrer, de não sufocar, de continuar sentindo encantamento por alguma outra pessoa que o futuro trará, porque sempre traz, e então não repetir nenhum comportamento. Ser novo."

De Caio F. Abreu, só dele.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Arquivos Ocultos

Ontem, organizando de forma semi-organizada, os arquivos no meu velho computador, reli alguns textos de meses atrás. Surpreendeu-me a linha nobre e fina com que confeccionei a teia que só eu compreendo. É estranha a sensação de que, apesar de pôr em palavras e parágrafos, o conteúdo do material escrito seja inteligível de maneira única e eficaz apenas a quem compôs. Claro, é natural que outras pessoas cheguem a conclusões diferenciadas do que tudo aquilo quis dizer, mas nenhuma de modo objetivo e certeiro. Faço uso das palavras, às vezes sem metáforas ou analogias, como se fossem códigos. No entanto, tal peripécia permeia estâncias que me distanciam do propósito inicial, provocando o esquecimento e anulando por geral todas as possibilidades de descoberta. Não sei se é fraqueza utilizar desse meio pra manter como minha todas as vivências que tenho, sob um prisma de quem as vive e quer guardar e não de quem quer compartilhá-la. Por enquanto, além das frustrações habituais e correntes de quem codifica os olhares, sinais, palavras e momentos, continuo mantendo desse artifício pra mostrar a mim mesma que tenho alguma história que vale a pena reviver pelas palavras. Histórias em arquivos ocultos.

"Não é que vivo em eterna mutação, com novas adaptações a meu renovado viver e nunca chego ao fim de cada um dos modos de existir. Vivo de esboços não acabados e vacilantes. Mas equilibro-me como posso, entre mim e eu, entre mim e os homens, entre mim e o Deus."

"Minha força está na solidão. Não tenho medo nem de chuvas tempestivas nem de grandes ventanias soltas, pois eu também sou o escuro da noite."

"Eu não me impunha um papel, mas me organizara para ser compreendida por mim, não suportaria não me encontrar no catálogo. Minha pergunta, se havia, não era: 'que sou', mas 'entre quais eu sou'."

"A palavra é o meu domínio sobre o mundo."

Sabedoria noturna das idéias de Clarice Lispector

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

A Tristeza Que Move O (Meu) Mundo

Algo me faltara para que eu esteja aqui de volta. Comida, calor, emprego; gente. Hoje, 20 anos e 1 mês; eu. Me faltara como quem se alimenta de água suja de pedra. Me faltara e me fizeste fazer milagre descrente de sua existência. Me faltara como ainda se faz presente. Não peço migalhas nem trocados; não mendigo ainda. Mas, como perspectivar o algo que me falta sem a luz que outrora ainda me acordava? Facho de luz desmilinguido que sem grandes esforços preenchia o dia mais nublado com tamanha alegria.
Os dias agora, mesmo os de sol, são insuportáveis como se as semanas fossem só de domingos. As tardes quentes, mesmo as chuvosas, são longas e pesadas. E as noites, que há tão pouco eram iluminadas, não servem de nada. A tristeza vai girando, acompanhando o mundo nesse descompasso de quem cambaleia desnorteado - cega pela procura da luz que me faltara.

"Eu sentia profunda falta de alguma coisa que não sabia o que era. Sabia só que doía, doía. Sem remédio. [...] Que algo sempre nos falta — o que chamamos de Deus, o que chamamos de amor, saúde, dinheiro, esperança ou paz. Sentir sede, faz parte. E atormenta. Como a vida é tecelã imprevisível, e ponto dado aqui vezenquando só vai ser arrematado lá na frente."

"A vida era muito dura. Não chegávamos a passar fome ou frio ou nenhuma dessas coisas. Mas era dura porque era sem cor, sem ritmo e também sem forma. Os dias passavam, passavam e passavam, alcançavam as semanas, dobravam as quinzenas, atingiam os meses, acumulavam-se em anos, amontoavam-se em décadas — e nada acontecia. Eu tinha a impressão de viver dentro de uma enorme e vazia bola de gás, em constante rotação."

"Então eu te disse que o que me doíam essas esperas, esses chamados que não vinham e quando vinham sempre e nunca traziam nem a palavra e às vezes nem a pessoa exatas. E que eu me recriminava por estar sempre esperando que nada fosse como eu esperava, ainda que soubesse.”

"Ando meio fatigado de procuras inúteis e sedes afetivas insaciáveis."

Palavras, roubadas de dentro de mim, de Caio Fernando Abreu

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Caios e Clarices, meus anestesiantes

É surpreendente como existe gente complicada e complicante. Tendo uma brecha pra dificultar a caminhada alheia, lá estão, orgulhosas por serem a pedra de Drummond. Por mais que chutemos, receberemos de onde nem imaginamos tijoladas, concretadas e conteiners de empecilhos. Dizem que quanto maior a for dificuldade enfrentada, mais valerá o resultado final. A questão é que alcançar a meta diante de tantas adversidades sem auxílio e sem escora é desequilibrante e desmotivante.
Cada chaga tem um remédio, o mesmo vale pra medicar a mente, a alma e o coração. Há cultos, ritos, viagens, músicas e poesias. Pra encarar o caminho e não se intimidar perante as pedras postas milimetral e propositalmente, eu utilizo de todos mecanismos e ferramentas já citados. Às vezes só uma horinha de música me dá a força do Popeye, noutras preciso de catorze linhas de um bom conselho literário. Escrever também resolve, como estou fazendo agora.
O certo é que Caio, Clarice, Cecília, Fernando e tantos outros escritores podem te ferir e remediar feito num toque de mágica. Não é necessário diagnóstico, consulta ou prescrição médica. Eles estão disponíveis, livres, leves e soltos nas prateleiras de bibliotecas cheias de ácaros e traças, livrarias iluminadas ou em sites especializados no assunto. E agora, nesse blog criado assim, em cinco minutos de inspiração; Me auto-medico e te indico a fazer o mesmo.

Pra hoje trago dois, vejam, leiam, releiam, entendam, constetem e me digam se te curaram ou te feriram. Puro e verdadeiro placebo remediável.

"Até cortar os próprios defeitos pode ser perigoso. Nunca se sabe qual é o defeito que sustenta nosso edifício inteiro." Clarice Lispector

"Não choro mais. Na verdade, nem sequer entendo porque digo mais, se não estou certo se alguma vez chorei. Acho que sim, um dia. Quando havia dor. Agora só resta uma coisa seca. Dentro, fora." Caio Fernando Abreu